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Olheiras: descubra o melhor tratamento para o seu caso

Às vezes, a culpa é das noites maldormidas ou dos dias de deleite sob o sol (sem proteção). Em outras, o surgimento de manchas escuras sob os olhos tem relação direta com o DNA.

Por Karina Hollo (colaboradora) - 20 abr 2016, 11h00

Há muitos motivos que desencadeiam o efeito panda. As olheiras agudas, vasculares, são causadas por pouco sono, cansaço, má alimentação, ingestão de bebidas alcoólicas e tabagismo. Possuem coloração violeta ou mista (com tons castanhos e arroxeados). Surgem também na TPM, por abuso da exposição solar, alergia na área dos olhos, alterações hormonais e em quem tem tendência a inchaço, com congestão dos vasos na região, que se apresentam dilatados. “Então, ocorre um processo inflamatório local que libera pigmentos como melanina e hemossiderina – eles se depositam na pele e a escurecem”, explica a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP). Existem ainda as olheiras crônicas, pigmentares, com pré-disposição genética, comuns em peles mais morenas. Quem sofre com desvio de septo e rinite também está no alvo, pois esses problemas afetam a microcirculação. Para completar, o envelhecimento da pele, que se torna mais fina, com perda de colágeno e sustentação, piora o quadro: o encovamento cria um efeito sombreado. Cabe a um especialista determinar o fator predominante para indicar o melhor tratamento.
 
Para tratar

Você pode cuidar das olheiras em casa se o problema for decorrente de má circulação. Existem cosméticos (à venda em farmácias ou com fórmula manipulada prescrita pelo médico) com ingredientes capazes de estimular a microcirculação local. “Entre eles estão a vitamina K, o ácido tranexâmico, a cafeína e o arbutin”, diz a dermatologista Thais Pepe, de São Paulo. Produtos com aplicador esférico ou com pequenas espátulas que massageiam a região também ajudam. Para um alívio pontual imediato, vale lançar mão de compressas de chá de camomila gelado por dez minutos, com a cabeça apoiada em um travesseiro mais alto. A planta tem ação calmante e anti-inflamatória, e a baixa temperatura diminui o inchaço. Já para olheiras marcadas por pigmentos, é necessário recorrer a tratamentos no consultório do dermatologista. Aqui, listamos dois dos métodos mais modernos.

Solon Vektra

O que é? Laser do tipo Q-Switched, com ponteira desenhada especificamente para aplicação em olheiras, usado no tratamento de melasma e manchas e para remoção de tatuagens. “Ele age no melanócito, impedindo-o de liberar o pigmento para as células mais superficiais. É como se o melanócito guardasse o pigmento para ele”, explica o dermatologista Abdo Salomão, de Belo Horizonte. 

Recomenda-se uma sessão a cada 15 dias, em um total de quatro a seis aplicações (em média, 830* reais cada uma). O resultado dura um ano. Depois, é necessário seguir com manutenção anual.

Spectra

O que é? Laser que consegue eliminar o pigmento hemossiderina e melhorar a textura da pele em seis sessões (ao custo de 750 reais cada uma). Quando há excesso de melanina, o uso pode ser associado à luz pulsada. “A energia liberada pelo aparelho penetra na pele e explode o pigmento, reduzindo gradativamente a intensidade da coloração, enquanto os vasos sanguíneos mais finos são esclerosados pela luz intensa pulsada”, explica o dermatologista João Carlos Pereira, de São José do Rio Preto (SP). São necessárias dez sessões semanais (cerca de 700* reais cada uma), com indicação de manutenção mensal.

 

* Preço pesquisado abril / 2016

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