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Novas progressivas: técnicas que alisam o cabelo sem usar formol

Conheça as novas técnicas de escova progressiva sem formol que prometem preservar a saúde dos fios - e saiba o que levar em conta antes do alisamento.

Por Fernanda Morelli 26 Maio 2014, 22h00 • Atualizado em 28 out 2016, 04h22
Fernanda Morelli - Edição: MdeMulher
Fernanda Morelli - Edição: MdeMulher (/)
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  • É possível ser lisa sem prejudicar sua saúde ou seus fios
    Foto: Trunk Archives

     

    Onda natural

    Procedimentos que prometem alisar agredindo o mínimo possível e usando ingredientes naturais

    Escova de mel

    Desenvolvida pela especialista Cris Dios, do salão Laces and Hair, em São Paulo, é uma técnica indicada para todos os tipos de cabelo. “A ideia é baixar o volume, controlar o frizz e alisar suavemente””, diz Cris. Segundo ela, é o máximo que dá para fazer sem usar ativos muito agressivos. Além de mel, essa escova tem ingredientes como colágeno, queratina e vitamina A, que prometem formar uma película em volta do fio, protegendo-o. O procedimento dura, em média, 45 dias, mas o efeito é menor em quem faz tintura ou reflexos depois do alisamento.

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    Bio result

    Da Zerran, marca de produtos vegetais, é formulada com quase 80% de ativos vegetais, que prometem tratar o cabelo. “As proteínas do trigo, da soja e do milho repõem a massa das mechas enquanto um derivado do ativo carbocisteína sela as cutículas, alinhando os fios”, explica Patricia Sitonio, técnica da marca e cabeleireira do Zerran Coiffeur, no Rio de Janeiro. Para ela, a escova é um recurso para deixar os fios mais comportados, pois concentração de ácido presente na fórmula não é suficiente para mudar a estrutura deles. Assim, não altera radicalmente a forma das mechas. O resultado em cabelos crespos é que os cachos ficam mais abertos; já os pouco ondulados se tornam mais lisos. Dura até três meses.

     

    Os tradicionais

    Técnicas fáceis de encontrar em salões por todo o país e indicadas pelos cabeleireiros

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    X-Tenso

    Da L’Oréal Professionnel, tem o tioglicolato da amônia como ativo principal. “Ao quebrar as pontes de dissulfeto, presentes na queratina, o procedimento permite que as mechas sejam remodeladas”, diz a cosmetóloga Maria Valéria. Como a estrutura delas é modificada, não voltam à forma original. “O retoque, a cada dois ou três meses, é feito apenas nos fios que acabaram de nascer”, diz o cabeleireiro Sandro Casssolari, do salão Cassolari’s, em São Paulo. Para repor parte da massa perdida e amenizar a agressão, a fórmula também leva queratina.

     

    Strait Therapy

    Também com tioglicolato de amônia como ingrediente principal, o Strait Therapy, da marca Schwarzkopf, contém agentes condicionantes e proteínas da seda na composição. “Elas formam uma película que protege e sela as cutículas dos fios”, explica o dermatologista Adriano Almeida. É indicada especialmente para quem tem cabelos secos, frágeis e quebradiços e promete efeito bem liso, que dura, em média, seis meses.

     

    Exoplastia Capilar

    À base de tioglicolato de amônia, esse procedimento tem como diferencial a associação de colágeno ao produto. “A proteína extraída dele encapa a parte externa do fio e repõe as falhas na cutícula, deixando-o mais resistente”, diz Márcio Mello, cabeleireiro do salão Éclat, no Rio de Janeiro. Com a reposição dessas proteínas, os fios ficam mais alinhados, com aspecto saudável e brilhante. O alisamento total vai depender do tipo de cabelo. “Os levemente ondulados alisam bem, enquanto os cacheados ou crespos ficam mais disciplinados, perdem volume e frizz”, completa Mello. O efeito se mantém, em geral, por três meses.

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    Novas progressivas: técnicas que alisam o cabelo sem usar formol

    Alguns cuidados antes do alisamento garantem o bom resultado
    Foto: Getty Images

     

    Leve em conta antes de alisar

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    1. Seu histórico

    O seu cabeleireiro precisa saber tudo o que você fez nos fios nos últimos anos. “É essencial para detectarmos o estado das mechas e decidir qual produto usar, pois há substâncias que podem causar danos severos quando aplicadas em conjunto”, explica Sandro Cassolari.

     

    2. Seu tipo de cabelo

    Cada fio recebe melhor um determinado ativo. “Crespos e cacheados alisam mais facilmente com a guanidina”, explica a cosmetóloga Maria Valéria. Os ondulados costumam ter bom resultado com alisamentos à base de tioglicolato de amônia; e os fios já mais lisos e finos saem ganhando com produtos menos potentes, à base de ativos naturais, ou em concentrações menores, pois são mais frágeis.

     

    3. O efeito desejado

    Há procedimentos diferentes para quem quer um liso chapado, mechas onduladas ou apenas redução de volume – e você deve deixar isso claro para o seu cabeleireiro. Se pretende apenas diminuir o volume e o frizz ou tornar os cachos mais soltos, prefira o relaxamento, que é um pouco menos danoso. Já o alisamento faz tudo isso e ainda deixa as mechas quase lisas.

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    4. A saúde das mechas

    Se o seu cabelo estiver ressecado e quebradiço, você vai prejudicá-lo ainda mais alisando-o. Por isso, trate os fios primeiro e garanta que estejam resistentes para receber a química. Uma dica: faça um tratamento reconstrutor antes de se submeter ao alisamento.

     

    5. Vai tingir?

    Não é aconselhável pintar e alisar no mesmo dia, pois isso pode sensibilizar demais o cabelo e levar até à queda. Segundo Sandro Cassolari, o ideal é fazer a tintura antes, esperar pelo menos uma semana, hidratar bem os fios e só então partir para o alisamento.

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