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Nova Miss EUA é cientista e tem opiniões no mínimo polêmicas

Entre outras coisas, ela nega o feminismo

Por Raquel Drehmer 15 Maio 2017, 10h54 | Atualizado em 20 jan 2020, 14h08
Miss EUA Kara McCullough
LAS VEGAS, NV - MAY 14: Miss District of Columbia USA 2017 Kara McCullough (C) is surrounded by fellow contestants after she was crowned Miss USA 2017 during the 2017 Miss USA pageant at the Mandalay Bay Events Center on May 14, 2017 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Ethan Miller/Getty Images) (Ethan Miller/Getty Images)
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Eleita ontem e vencendo 50 concorrentes, a nova Miss EUA, Kara McCullough, é cientista. Cientista de verdade, não só no diploma: ela tem licenciatura em química e trabalha na Comissão Reguladora Nuclear dos EUA. Uau!

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Ela representou o estado da Columbia na final do concurso, realizada em Las Vegas. O próximo passo da bela de 25 anos é representar seu país no Miss Universo 2018, cuja data e local ainda serão definidos.

Maaas nem tudo é perfeito, sabe como é… Quando o evento chegou àquela parte de perguntas sorteadas e respostas espontâneas, Kara foi questionada sobre saúde pública. E ela declarou que considera que esse direito deva ser exclusivo às pessoas com emprego. Desempregados, para ela, não merecem ser atendidos em hospitais públicos. 🙁

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Em outra pergunta, ela respondeu que não é feminista e que prefere falar sobre “igualdade”. Ela se justificou clamando: “Mulheres, somos iguais aos homens, especialmente no local de trabalho”.

Kara fala de uma posição privilegiada e os números a desmentem: nos EUA, as trabalhadoras em tempo integral chegam a ganhar 80% menos que os homens que ocupam o mesmo cargo que elas, de acordo com estudo da American Association of University Women (Associação Americana de Mulheres Universitárias). A projeção é que, no ritmo atual, os salários sejam equiparados em 135 anos. Isso mesmo, apenas no ano de 2152.

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No Brasil, os homens ganham em média 76% a mais que as mulheres com a mesma formação e em cargos iguais. Quanto maior a empresa e mais alto o cargo, maior a diferença salarial. E o pior: essa porcentagem vem crescendo nos últimos anos.

Na média mundial, de acordo com a ONU, as mulheres ganham 24% a menos que os homens. É que, para cada Brasil e EUA com diferenças gritantes, há uma Islândia e uma Noruega com salários iguais, o que faz a média ser mais amena.

Seria bom alguém avisar à Kara que ainda há um caminho bem longo para essa igualdade defendida por ela no palco – e aplaudida por parte da plateia – ser realidade.

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