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Já ouviu falar em Wellness? Saiba como aplicar o conceito na sua vida

Entenda, de uma vez por todas, que beleza vem de dentro para fora - e tem tudo a ver com o que você faz pelo seu bem-estar.

Por Ketlyn Araujo Atualizado em 16 jan 2020, 06h59 - Publicado em 14 out 2018, 22h07

Ao procurar pela tradução em português da palavra wellness, de língua inglesa, você verá que seu significado, ao pé da letra, remete à ideia de bem-estar. Porém, hoje em dia, falar em wellness é trazer à tona um conceito importantíssimo no mundo da saúde e da beleza que, em alguns casos, passa a ser considerado até uma espécie de filosofia de vida.

Para Sueli Szterling, sócia do Espaço Kurma, o “Wellness” envolve muito mais do que aparência e estética, em alguns lugares surge com o nome de “Wellness culture” e está ligado aos segmentos de viagens, SPA, fitness, nutrição e tecnologia:

“O termo se refere a um conceito amplo de bem-estar. Ele é deslocado da ideia de procurar pelo bem-estar só em momentos pontuais, como para aliviar o estresse ou desconforto, e passa a significar a obtenção do bem-estar na rotina, estimulando as pessoas a adotarem um estilo de vida que traga mais equilíbrio e saúde”, explica, ao MdeMulher.

Sueli aponta, também, o fato de vivermos em um mundo cada vez mais barulhento, rápido e conectado, de modo que o conceito de wellness, que valoriza a beleza e saúde de dentro para fora, se apresente como uma ideia revolucionária e cada vez mais necessária na vida das pessoas.

Exemplos claros disso são, além de estudos científicos comprovando que a qualidade de vida pode ser potencializada quando investimos em terapias complementares, um crescimento expressivo no consumo de produtos orgânicos, um aumento no interesse das pessoas por práticas como yoga e meditação e uma procura constante por terapias holísticas e alternativas.

Wellness beauty

Juliane Viana, cirurgiã dermatológica, explica que o wellness, na essência, relaciona a ideia de beleza com a naturalidade das coisas, sem artificialização. Desta forma, se antigamente a maquiagem era usada para esconder “imperfeições”, hoje ela atua como ferramenta de empoderamento, destacando pontos fortes do rosto. Se há alguns anos capas de revistas abusavam dos retoques, agora há um movimento para que fotos e imagens em geral sejam divulgadas em sua formas mais natural possível.

É isso que prega o “wellness beauty“, recorte necessário para falar sobre beleza dentro da cultura do bem-estar. De acordo com o conceito, beleza não é a externa, padronizada, mas aquela que vem de dentro para fora e está diretamente conectada com a mente, o espírito e o corpo.

Assim como as filosofias body positive (de amar o próprio corpo, independente de qualquer coisa) e body neutrality (de aceitar seu corpo do jeitinho que ele é, entendendo que você não precisa amá-lo a qualquer custo), o wellness beauty não enxerga um único padrão de beleza, mas múltiplos, pertencentes a cada mulher, que devem ser enxergados e valorizados.

É basicamente sobre perceber que há maneiras de investir na própria beleza sem ter de mudar ou transformar o corpo (ou rosto) para isso.

“Há evidências científicas de que o conceito ‘looking good, feeling good e doing good’ – algo como ter uma boa aparência, se sentir bem e fazer o bem, em tradução livre – é a nova estética. É importante aceitar o corpo como ele é, mas também saber que existem ferramentas que podem ajudar as pessoas a se sentirem melhor com ele, como exercícios, alimentação, nutricosméticos e suplementos”, diz Sueli.

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Afinal, como aplicar o wellness?

Na teoria:

“As nossas peculiaridades é que dão o toque e a graça à nossa beleza. Então, a dica é a mulher valorizar o que tem de mais bonito, interessante”, fala Juliane.

Sueli diz que, antes de mais nada, é necessário que as pessoas tenham consciência de que são elas as grandes responsáveis pelo alcance desse bem-estar, e que para isso é necessário investir em qualidade de vida e levar em conta a autoaceitação, já que a beleza chegará como resultado de tudo isso.

Na prática:

Já a parte prática consiste em pequenas ações, como ter os mínimos cuidados com a pele, investindo em uma rotina básica de skincare, encontrar seu estilo pessoal e apostar em roupas que te deixem à vontade para ser quem você é, além de cuidar da alimentação – não com dietas malucas, mas entendendo que, sim, alimentação saudável importa e dá fôlego para encarar a rotina com mais energia.

Meditar também entra no pacote, assim como apostar em exercícios físicos regularmente, praticar yoga e enxergar terapias alternativas, como acupuntura, reiki, massagens relaxantes e terapêuticas e tratamentos com argila, por exemplo, como alternativas possíveis a favor do aumento da qualidade de vida.

No necessáire de make:

Já no universo da maquiagem, prefira produtos mais naturais – orgânicos, veganos, cruelty free, se for o caso – com menores quantidades de parabenos e derivados do petróleo, e que tenham preço justo. O make pautado pelo wellness é sem distinção de gênero, e tende a uma pele cada vez mais natural, iluminada sem exageros, e que destaca apenas os pontos fortes de cada rosto. Pode reparar que até mesmo nas grandes semanas de moda internacionais, cada vez mais modelos vêm surgindo nas passarelas usando pouquíssima ou nenhuma maquiagem.

“O que eu tenho de melhor não é, necessariamente, o que você tem – e vice-versa. Isso é dar ênfase aos pontos positivos da beleza”, resume Juliane.

Autoconfiança e beleza

“O cérebro consegue reconhecer pessoas que são autoconfiantes e as que não são. As mais confiantes têm maiores possibilidades de serem bem-sucedidas, por exemplo. Portanto, para que elas se sintam mais bonitas, precisam investir nelas próprias. Não basta apenas parecer bonita, tem que se sentir bonita. Por isso os caminhos da beleza irão, também, para os tratamentos preventivos, e não para procedimentos reparadores de danos. Com isso, a beleza natural será preservada”, finaliza Sueli.

Que assim seja.

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