CLAUDIA testou: xampu low poo

Para experimentar os lançamentos em todos os tipos de cabelo, fizemos o teste em quatro mulheres aqui da redação. Vem ver o que achamos!

No último mês estive mergulhada nesse assunto para escrever o Lição de Beleza Low Poo, que saiu na edição de agosto de CLAUDIA (e já está nas bancas!). Para escrever sobre o tal xampu que não faz espuma, li tudo o que tinha direito, vi o que as marcas estão dizendo e comecei a fazer parte dos grupos de adeptas no Facebook para entender o que era o movimento. Sim, porque mais do que uma nova categoria de produto, o Low Poo tem uma legião de mulheres antenadas por trás, que buscam cuidar dos fios com o mínimo de aditivos químicos possível e, de quebra, que não agridam o meio ambiente.

Um breve resuminho do que é o low poo e por que ele pode mudar a sua rotina de cuidados com o cabelo:

O que é: xampus livres de aditivos químicos usados para a limpeza e conservação das fórmulas que podem ser agressivos demais para o cabelo. Os principais vilões são: lauril sulfato de sódio, parabenos e petrolatos.

Para quê é indicado: Com fórmulas mais naturais e livres desses aditivos químicos, o low poo se propõe a fazer a limpeza dos fios de forma mais suave – o couro cabeludo possui uma oleosidade natural que é necessária para a saúde e integridade do cabelo. É ela quem garante a hidratação dos fios. Quando você usa um xampu muito agressivo, você pode acabar retirando demais essa oleosidade/proteção natural e acabar danificando o cabelo durante a lavagem.

Como o meu cabelo é liso e os lançamentos sempre foram mais voltados para os cacheados – o movimento começou com a inglesa Lorraine Massey, autora do livro O Manual da Garota Cacheada (Best Seller) – acabei demorando um pouquinho para testar o low poo. Mas a grande novidade é que as marcas começaram a lançar versões para todos os tipos de cabelo: liso, cacheado, com química, ressecado, etc.

Recebemos os lançamentos de várias marcas para experimentar e, além de mim, outras três pessoas aqui da redação também testaram. Olha só o que elas acharam:

Liliana Prata, editora de comportamento, cabelo ondulado –  usou o Deva Curl Low-Poo.

“Experimentei o low poo da Deva, com o condicionador One Condition, e adorei. Meu cabelo ficou bem brilhante, macio, o cheirinho é uma delícia… Mas senti que meu cabelo ficou “sujo” mais rápido. Meu cabelo é normal, ondulado, com raiz oleosa e pontas de normais a secas, dependendo do comprimento, dos astros etc. Lavo dia sim, dia não. Mas, no máximo na tarde do “dia não”, eu já sentia os fios pesados. No verão, costumo lavar o cabelo todo dia e aí vou voltar a usar. Para levar para a praia deve ser perfeito, porque vai ser um jeito bem suave de cuidar dos fios lá.”

 

Sueli Cerchiaro, revisora, cabelo cacheado – usou o Elséve Light-Poo Tudo em 1 Óleo Extraordinário

Comecei usando o low poo todos os dias e apesar de sentir os fios mais hidratados, achei que eles ficaram um pouco pesados após alguns dias seguidos de teste. Passei então a usá-lo apenas duas vezes por semana e o resultado foi ótimo: os cachinhos ficaram mais soltos e definidos e o frizz sumiu. Adorei!

 

Isabella Marinelli, repórter -usou o Elséve Light-Poo Tudo em 1 Quera-Liso e Reparação Total 5

Tive duas experiências com o low poo. Da primeira vez, usei o Liso Perfeito. Meu cabelo era virgem, sem química alguma, e alisado com o secador (naturalmente, tem frizz e algumas mechas onduladas). Logo no teste, senti aflição pela falta de espuma. Entretanto, ao retirar o produto, notei o cabelo completamente desembaraçado já na lavagem. Depois de seco, a redução dos arrepiados e o aumento do brilho foram perceptíveis. Usei o frasco até o final! Recentemente, fiz luzes e achei que seria ótimo usar algo mais hidratante e escolhi o Reparação Total 5. Dito e feito: funcionou também para o cabelo loiro e fragilizado. Os fios não embolaram na hora de pentear – o que considero uma vantagem e tanto. Minha raiz é oleosa e em nenhuma das vezes percebi que acentuou o problema. 

Conclusão:

Eu também testei (usei o Day by Day da Cris Dios Organics) e achei que meu cabelo respondeu superbem. De fato, fica soltinho e hidratado. Mas confesso que a sensação de espuma ainda me faz falta (apesar de saber que não é ela a responsável pela limpeza do couro cabeludo). Enfim, força do hábito! Para o meu cabelo especificamente, que é mais liso e a raiz tende a ficar oleosa rapidamente, a melhor coisa foi alternar a lavagem com um xampu comum, que dá uma forcinha extra na limpeza – a indicação veio de uma das especialistas que entrevistei e de fato foi a melhor opção. O que pude perceber tanto pelas postagens nos grupos das adeptas quanto em nossa amostra de testes aqui na redação é que cada cabelo responde de um jeito. Assim como há aqueles que podem tranquilamente ser lavados dia sim, dia não, e outros que não passam um dia sequer sem juntar óleo na raiz.Mas uma coisa é certa: cabelos cacheados e com química ou ressecados são os que mais se beneficiam com a técnica – isso porque já são fios mais sensibilizados e que não somente estão carentes de hidratação como não podem receber novos danos. 

O que mais gostei de aprender com tudo isso foi tirar a rotina de lavar os cabelos do modo automático e começar a prestar atenção no rótulo dos produtos. Saber que determinados ativos podem não ser tão inofensivos e, ainda, aprender jeitos de driblar o dano causado por eles (conto alguns deles lá na matéria). O que mais gostei foi a dica da Cris Dios de diluir a quantidade usual do xampu comum em meio copo de água. Um jeito prático e eficiente de amenizar os danos!