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Ela é elástica e muda de cor: 15 curiosidades sobre a vagina

Reconhecer a vagina como uma parte do corpo tão importante quanto o rosto ajuda a melhorar a higiene, a saúde e o prazer sexual

Por Raquel Drehmer Atualizado em 20 jan 2020, 08h22 - Publicado em 18 ago 2017, 15h31

A sexualidade, especialmente a feminina, ainda é vista como tabu por muita gente. Está ao nosso redor: não é nem um pouco raro conhecer mulheres de todas as idades e classes sociais que nunca tocaram na própria vagina (a não ser para lavá-la).

“Quando meninas, muitas mulheres foram ensinadas a associar a genitália a algo feio e sujo”, afirma a ginecologista Tânia Valladares. “Se, ao invés disso, tivessem sido orientadas a reconhecer a vulva e a vagina como partes do corpo tão preciosas quanto o rosto ou outros órgãos, provavelmente não veríamos esse desconhecimento tão grande, que pode levar inclusive a problemas de higiene e a doenças.”

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Mas sempre é tempo de mudar e finalmente conhecer melhor a vagina. Segundo Flavia Purcino, ginecologista do Instituto Horas de Vida, assim se ganha saúde, autoconhecimento e uma vida sexual melhor. “Uma mulher que conhece bem a própria vagina sabe se higienizar de forma adequada no dia a dia e no ciclo menstrual, sabe prevenir doenças como infecção urinária e DSTs. Sabe, também, reconhecer os locais e formas de estímulo que lhe dão prazer sozinha ou com outra pessoa”, diz.

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Com a ajuda de Flavia, Tânia, da ginecologista e obstetra Erica Mantelli e de estudos sobre sexualidade, reunimos 15 curiosidades sobre a vagina, para que todas as mulheres possam se familiarizar melhor com essa parte tão importante do corpo.

1. A vagina é apenas uma parte a genitália feminina

Embora seja comum chamar tudo que está ~lá embaixo~ de vagina, ela é apenas uma parte da genitália: é o canal que vai da vulva (a parte externa que inclui os pequenos e grandes lábios, o clitóris e o períneo) até o cérvix (a porção inferior do útero), com comprimento de 7,5 cm a 10 cm. De toda forma, popularmente é tudo vagina, e não tem nada de errado em manter a nomenclatura. Ruim é não falar sobre ela. 

2. Não existe um formato padrão para a vagina

A vagina é que nem a impressão digital: pode até ser meio parecida entre algumas pessoas, mas cada uma terá o seu próprio formato, seu próprio desenho. Para provar esse ponto, o artista plástico britânico Jamie McCartney criou a obra “Great Wall of Vagina”, composta por esculturas de 400 vaginas de voluntárias de todos os perfis. Tem mãe e filha, irmãs gêmeas, amigas… E cada vagina é diferente das outras. Aí vale a reflexão: qual é o sentido de fazer cirurgia plástica estética na vagina, não é mesmo?

Um dos painéis da Great Wall of Vagina, trabalho do artista plástico Jamie McCartney Great wall of vagina/Divulgação

3. Mas alguns formatos de vagina podem atrapalhar o prazer sexual

Flavia conta que algumas mulheres sentem dor durante a relação sexual pela entrada dos pequenos ou dos grandes lábios genitais na vagina. Nestes casos, a cirurgia plástica é uma indicação clínica, não estética, e pode melhorar muito a vida sexual da mulher e do casal.

4. A cor da vagina não segue a cor da pele da mulher

Você pode ser branquinha e ter a vagina meio marrom ou roxa, você pode ser negra e ter a vagina clarinha; ela não segue o padrão de pigmentação do resto do corpo. Além disso, os pequenos lábios genitais podem ter uma coloração diferente da parte externa, e serem mais pálidos ou mais escuros que o resto. Olhou pelo espelho e viu essas diferenças? Relaxa, está tudo dentro do esperado.

5. A vagina muda de cor de acordo com a fase da vida

Na infância e na velhice, a vagina é menos escura, independentemente da etnia da mulher. Quando entramos na idade fértil, ela fica mais escura. E na gravidez, mais escura ainda. Isso ocorre pela ação dos hormônios, que estimulam a produção de melanina nessa região e também nas axilas.

6. A vagina é elástica e não deforma

A vagina pode aumentar de tamanho em até 200%, conta Erica. “Isso ajuda tanto para a penetração durante a relação sexual quanto para facilitar a passagem do bebê em um parto normal”, explica a ginecologista e obstetra. E não há motivo para medo de ficar “alargada”: as dimensões normais de cada mulher são recuperadas em horas depois de uma relação sexual e em poucos dias depois do parto.

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7. Nem toda vagina tem hímen

Além de serem uma bobagem machista e moralista, os exames de virgindade são completamente furados. Isso porque nem toda mulher nasce com hímen – sim, uma mulher pode nascer já sem essa membrana. Por isso – e também porque a elasticidade dos himens que existem é variável – muitas mulheres não sangram na primeira relação sexual.

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8. Ninguém fica virgem de novo por falta de uso da vagina

Depois de um período de seca você pode ficar com os músculos vaginais tensos para a volta às relações sexuais, mas isso se resolve já na primeira lubrificação. Fique tranquila: não existe ficar virgem de novo. De toda forma, para que chegar a este ponto de tensão? Se não tiver com quem fazer sexo, se dê prazer pela masturbação e, de quebra, evite essa tensão muscular.

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9. Bactérias do intestino podem afetar sua vagina

Por ser muito próxima da região anal, a vagina pode ser afetada por bactérias intestinais que saem pelas fezes. Evitar isso é simples: basta adotar bons hábitos de higiene e manter a região sempre limpa. Conte com a ajuda de duchas e de lenços umedecidos para limpar a vagina externamente quando a situação intestinal estiver mais dramática.

10. A vagina é autolimpante

Mas não precisa fazer uma limpeza interna na vagina, seja com a ducha ou com qualquer outro artifício. A vagina se limpa sozinha. Quando fazemos xixi, o líquido arrasta para fora células mortas da parede vaginal, excessos líquidos e bactérias.

11. Exercícios podem ajudar a tonificar os músculos vaginais

Músculos vaginais tonificados são sinônimo de mais controle da região durante o sexo e mais facilidade de chegar ao orgasmo. O exercício é simples e pode ser feito até enquanto você estiver trabalhando ou no trânsito: faça força como se estivesse segurando o xixi,  mantenha isso firme por 10 segundos e relaxe. Repita de 20 a 40 vezes por dia (pode ser em sequências de 5 ou de 10 repetições). Você logo notará a diferença.

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12. O odor vaginal muda de acordo com a situação

Nada de tentar ~disfarçar~ com sabonetes ou lencinhos umedecidos: a vagina tem cheiro de vagina e isso não é ruim – se estiver ruim e acompanhado de corrimento colorido, é bom procurar uma ginecologista para investigar a presença de alguma doença. O cheiro regular é suave e fica mais ácido antes da menstruação e mais intenso depois dela. Durante o sexo também é normal haver um odor um pouco mais forte, causado pela lubrificação.

13. A vagina tem mais terminações nervosas do que o pênis

Essas terminações nervosas estão no clitóris e são cerca de 8 mil. O pênis tem 4 mil terminações nervosas.

14. A acidez da vagina é semelhante à do vinho

O pH normal da vagina varia entre 3,8 e 4,2, enquanto o do vinho fica entre 3,5 e 4. Quando quiser receber sexo oral, pode usar essa explicação para dar aquela forcinha argumentativa. 

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15. No sexo, a vagina responde ao cérebro

Todos os estímulos feitos por mãos, línguas, órgãos sexuais e brinquedinhos eróticos durante o sexo são primeiro enviados ao cérebro e depois à vagina. Sentindo os estímulos, o cérebro produz hormônios e neurotransmissores como a ocitocina, que aumentam o fluxo de sangue e o relaxamento dos músculos da região genital. Com isso é produzida a secreção lubrificante que facilita a penetração, e as terminações nervosas ficam mais sensíveis e responsivas. O resultado é um belo de um orgasmo. Ou seja, seu orgasmo vem do cérebro – e pode ser prejudicado quando você está estressada, por exemplo, porque além da ocitocina o cérebro produz muita adrenalina, que impede que os eventos cerebrais descritos aqui em cima ocorram normalmente.

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