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Negra, indígena e trans: quem são as mulheres que fizeram história nas eleições dos EUA

Mulheres fazem história nas eleições de meio de mandato dos EUA: uma governadora negra, uma indígena e uma parlamentar trans

Por Ana Carolina Palermo 4 nov 2026, 12h33 | Atualizado em 4 nov 2026, 12h36
Três mulheres em colagem: à esquerda, mulher negra sorrindo, braço erguido, vestindo terno rosa. Ao centro, mulher indígena com cabelo escuro, colar de contas, blazer preto e blusa rosa, sentada em ambiente interno. À direita, mulher branca de óculos, cabelo cacheado, blusa vermelha florida, sorrindo em ambiente externo com árvores
Keisha Lance Bottoms, Deb Haaland e Allison Montgomery fizeram história nas eleições dos Estados Unidos de 2026 (Foto/Reprodução)
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Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, uma mulher negra foi eleita governadora de um estado. Na mesma noite, uma indígena conquistou o comando de outro estado e uma mulher trans garantiu uma cadeira inédita no Legislativo do Alabama. As eleições de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (3), ficaram marcadas por vitórias que ampliam a representatividade feminina na política americana.

As três protagonistas são Keisha Lance Bottoms, Deb Haaland e Allison Montgomery, todas do Partido Democrata. Com trajetórias bastante diferentes, elas romperam barreiras históricas em um país onde mulheres ainda enfrentam obstáculos para ocupar cargos de poder.

Keisha Lance Bottoms, a primeira governadora negra dos EUA

Mulher de pele escura, cabelo escuro e ondulado, sorrindo amplamente com a boca aberta, usando batom roxo e brincos de argola dourados. Ela veste um blazer azul-marinho e um anel prateado no dedo anelar esquerdo, com a mão levantada e o indicador estendido. Um microfone preto está à sua frente, e o fundo é escuro e desfocado
Ex-prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado americano (Foto/Reprodução)

Aos 56 anos, Keisha Lance Bottoms se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um dos 50 estados americanos. Ex-prefeita de Atlanta, ela derrotou o empresário republicano Rick Jackson e também será a primeira mulher a governar a Geórgia.

A vitória encerra mais de duas décadas de domínio republicano no governo estadual, Bottoms, que também atuou na administração do ex-presidente Joe Biden, fez campanha com propostas voltadas à saúde, ao custo de vida e aos direitos reprodutivos, incluindo a revogação da lei que restringe o aborto após seis semanas de gestação.

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O resultado também representa um marco para a participação política das mulheres negras n Geórgia, estado onde Stacey Abrams disputou o governo em 2018 e 2022, sem conseguir se eleger.

Deb Haaland, a primeira mulher indígena a governar um estado

Mulher indígena de cabelos escuros e longos, sentada em uma cadeira amarela, com expressão séria. Veste uma blusa vinho e um xale de crochê vinho e creme, e brincos longos com detalhes rosados e franjas marrons, contra um fundo azul
Integrante do povo Laguna Pueblo, Deb Haaland será a primeira mulher indígena a governar um estado dos Estados Unidos (Foto/Reprodução)

No Novo México, Deb Haaland fez história ao se tornar a primeira mulher indígena eleita governadora de um estado americano. Integrante do povo Laguna Pueblo, ela derrotou o republicano Gregg Hull e acrescentou mais um feito inédito a sua trajetória.

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Em 2018, Haaland já havia sido uma das primeiras mulheres indígenas eleitas para o Congresso dos Estados Unidos. Três anos depois, tornou-se a primeira pessoa indígena a comandar um departamento do gabinete presidencial, assumindo a Secretaria do Interior durante o governo Biden.

Sua trajetória também passa por experiências distantes da política tradicional. Mãe solo, Haaland trabalhou com alimentação e chegou a administrar um negócio próprio de molhos antes de ingressar na vida política.

Allison Montgomery, a primeira parlamentar trans do Alabama

Pessoa de óculos e camisa branca discursa em microfone, com a boca aberta e braço erguido, em protesto ao ar livre. Ao fundo, uma bandeira não-binária amarela, branca e roxa, e outra pessoa de máscara e boné segurando um cartaz.
Allison Montgomery venceu a disputa no Alabama e se tornou a primeira pessoa trans eleita para o Legislativo estadual (Foto/Reprodução)
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Já no Alabama, Allison Montgomery se tornou a primeira pessoa trans eleita para a Assembleia Legislativa estadual. Engenheira de software e ativista pelos direitos LGBTQIA+, ela venceu o deputado republicano Phillip Rigsby, que tentava a reeleição, com 53,2% dos votos.

Durante a campanha, Montgomery enfrentou ataques relacionados a sua identidade de gênero, inclusive por parte de seu adversário. Ainda assim, concentrou suas propostas em questões como acesso à saúde, educação pública, moradia e custo de vida.

A vitória ganha um significado particular no Alabama, estado que provou, nos últimos anos, legislações restritivas aos direitos de pessoas trans. Montgomery agora ocupará uma cadeira na mesma Assembleia responsável por parte dessas medidas.

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