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Aos 47, Carolina Dieckmann aposta em procedimento que dá efeito lifting sem cirurgia

Saiba o que é o tratamento estético facial feito pela atriz Carolina Dieckmann e os efeitos da radiofrequência monopolar na pele

Por Ana Carolina Palermo 7 set 2026, 07h00
Montagem de duas fotos: à esquerda, uma mulher loira de touca rosa e rosto com gel transparente recebe tratamento facial com aparelho azul luminoso; à direita, a mesma mulher, com cabelos soltos e sem maquiagem, olha diretamente para frente
Carolina Dieckmann mostrou nas redes sociais uma sessão de radiofrequência monopolar, procedimento que promete melhorar a firmeza da pele e estimular a produção de colágeno (Reprodução/Instagram)
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Carolina Dieckmann chamou atenção nos últimos dias ao compartilhar um dos procedimentos que fazem parte de sua rotina de cuidados com a pele. Aos 47 anos, a atriz mostrou nas redes sociais uma sessão de radiofrequência monopolar, realizada com o aparelho coreano Volnewmer, e deixou claro que sua intenção não é transformar o rosto.

“Não preciso mudar nada e não quero mudar nada, só dar uma melhoradinha”, afirmou nas redes.

Mas o que acontece, de fato, na pele? E aquele efeito mais “esticado” observado depois da sessão pode ser chamado de lifting? O dermatologista Dr. Abdo Salomão, doutor em Dermatologia pela USP membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica.

O que é a radiofrequência monopolar?

Mulher deitada com olhos fechados recebendo massagem facial de mãos com luvas azuis, cabelos castanhos espalhados no travesseiro branco
A radiofrequência monopolar aquece de forma controlada as camadas da pele para estimular firmeza e colágeno (Reprodução/Freepik)

A radiofrequência utiliza energia para aquecer de forma controlada as camadas da pele. Na versão monopolar, uma ponteira é aplicada sobre a área a ser tratada, enquanto uma placa é posicionada em outra região do corpo. Juntas, elas permitem a passagem da energia.

Segundo o dermatologista, a maior parte dessa energia se concentra na região em que a ponteira é aplicada. O objetivo é atingir principalmente a derme, camada da pele onde estão localizadas as fibras de colágeno.

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Por que ele estimula o colágeno?

Mulher deitada em maca branca com toalha na cabeça e corpo, recebendo tratamento facial com aparelho ultrassônico na testa e algodão no rosto, aplicado por profissional de luvas e uniforme branco em ambiente de spa
O aquecimento provocado pelo procedimento estimula os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno (Reprodução/Freepik)
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“A radiofrequência provoca um choque térmico na pele, promovendo uma contração imediata das fibras e da derme”, explica o dermatologista. Na prática, o aquecimento faz com que as fibras de colágeno já existentes se contraiam e também estimula os fibroblastos, células responsáveis pela produção de novo colágeno.

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“O fibroblasto é extremamente sensível a esse choque térmico. Quando isso acontece na derme, ele reage produzindo colágeno”, afirma. Por isso, parte do efeito pode ser percebida logo após a sessão, enquanto os resultados relacionados à formação de novo colágeno aparecem de forma gradual ao longo do tempo.

Ele realmente dá um efeito lifting?

Mulher de pele bronzeada, olhos fechados e expressão serena, com os cabelos escuros presos em coque. Ela toca o pescoço e a clavícula com as mãos, exibindo unhas bem cuidadas e esmalte claro. Seus lábios têm gloss e a pele do rosto e ombros está iluminada, transmitindo uma sensação de bem-estar e cuidado
A contração das fibras pode deixar a pele com aparência mais firme e melhorar visualmente o contorno do rosto (Reprodução/Freepik)
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É importante diferenciar o efeito de elevação da pele de um lifting cirúrgico. A radiofrequência não reposiciona os tecidos como uma cirurgia plástica, mas a contração das fibras pode melhorar visualmente o contorno e a firmeza da região tratada.

“É totalmente possível falar em efeito lifting. Toda vez que você encurta a pele, você tem uma elevação”, afirma Salomão. Segundo o dermatologista, o objetivo do procedimento é melhorar o aspecto, o tônus e a firmeza da pele, produzindo esse efeito de elevação.

Para quem a frequência monopolar é mais indicada?

Mulher deitada com os olhos fechados, recebendo tratamento facial com dois aparelhos de microcorrente no rosto, usando uma faixa branca no cabelo
O procedimento é indicado principalmente para tratar a flacidez da pele em áreas como rosto e pescoço (Reprodução/Freepik)

De acordo com o especialista, a principal indicação da radiofrequência é o tratamento da flacidez em regiões como rosto e pescoço. “A principal função é promover a contração da pele sem perda de gordura. Ela é muito boa para flacidez de face e pescoço e para melhorar o contorno facial”, explica.

Isso também ajuda a entender o que não deve ser esperado do procedimento: a radiofrequência não é uma tecnologia voltada à eliminação de gordura nem à correção de alterações de textura da pele.

A resposta ao tratamento pode variar de acordo com a idade e com a capacidade da pele de produzir colágeno. “Os pacientes que costumam apresentar os melhores resultados são aqueles da quarta, quinta e sexta década de vida, porque ainda têm muitos fibroblastos ativos. Eles tendem a produzir mais colágeno e a responder de forma mais rápida e evidente”, afirma.

No caso de Carolina, aos 47 anos, a escolha da tecnologia coincide com uma das faixas etárias que, segundo o dermatologista, costuma responder bem ao estímulo.

Quantas sessões são necessárias?

Mulher loira, de perfil, com os olhos fechados e a cabeça levemente erguida, tocando o pescoço com a mão direita, sobre fundo branco
Os resultados variam conforme a pele e o aparelho utilizado, mas a manutenção pode incluir mais de uma sessão ao longo do ano. (Reprodução/Freepik)

Pode haver melhora após uma única sessão, mas vale ter cautela com resultados que parecem milagrosos.

A quantidade de sessões não segue uma regra única: ela varia de acordo com o aparelho utilizado, os parâmetros do tratamento e as características da pele de cada paciente. Segundo Salomão, uma única aplicação já pode trazer benefícios, mas a manutenção é importante porque o envelhecimento continua acontecendo ao longo do tempo.

“Uma sessão já vai dar resultado também. O ganho daquele colágeno é real, mas o processo de envelhecimento é dinâmico e contínuo, então você precisa continuar estimulando”, afirma.

Na prática, o dermatologista costuma indicar de duas a três sessões por ano, sempre de acordo com a avaliação individual.

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