Morre aos 80 anos Dolly Parton, uma das maiores estrelas da música
Cantora, compositora, atriz e empresária construiu uma carreira de mais de seis décadas e se tornou um dos maiores nomes da música americana
A cantora e compositora Dolly Parton, um dos maiores nomes da história da música country, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A notícia foi anunciada pela família da artista. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, nos Estados Unidos, Dolly construiu uma carreira de mais de seis décadas e ultrapassou as fronteiras da música country para se tornar um dos grandes ícones da cultura pop americana.
Dona de uma extensa discografia, ela ficou conhecida mundialmente por canções como “Jolene”, “9 to 5”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”. Esta última ganhou uma das versões mais famosas da música pop na voz de Whitney Houston, em 1992.
Ao longo da carreira, Dolly vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo e conquistou diversos prêmios. A cantora recebeu Grammys e entrou para instituições como o Country Music Hall of Fame, o Songwriters Hall of Fame e, em 2022, o Rock and Roll Hall of Fame.
De origem humilde a estrela mundial
Dolly Rebecca Parton cresceu em uma família numerosa e de poucos recursos na região rural do Tennessee. Uma entre 12 irmãos, começou a cantar ainda criança na igreja e, depois de terminar o ensino médio, mudou-se para Nashville para tentar construir uma carreira na música.
A projeção nacional veio no final da década de 1960, quando passou a integrar o programa de televisão “The Porter Wagoner Show”. A parceria com Porter Wagoner ajudou a apresentá-la ao grande público, antes que Dolly consolidasse sua carreira solo e se transformasse em uma das principais artistas do country.
Seu talento como compositora se tornou uma das marcas de sua trajetória. Entre suas criações mais conhecidas está “I Will Always Love You”, lançada originalmente por ela em 1974 e transformada em um fenômeno mundial quase duas décadas depois na interpretação de Whitney Houston.
Outra música inseparável de sua imagem é “Jolene”, lançada em 1973 e posteriormente regravada por artistas de diferentes gerações e gêneros musicais.
Dolly Parton também fez história no cinema
O sucesso de Dolly não ficou restrito à música. Em 1980, ela estreou no cinema em “Como Eliminar Seu Chefe” (“9 to 5”), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. Para o longa, compôs e interpretou a música “9 to 5”, que se tornou outro de seus maiores sucessos.
A artista também participou de produções como “A Melhor Casa Suspeita do Texas” (1982) e “Flores de Aço” (1989), além de acumular trabalhos na televisão.
Com seus cabelos loiros volumosos, roupas brilhantes, unhas longas e uma estética assumidamente exagerada, Dolly também construiu uma imagem imediatamente reconhecível. O visual extravagante, combinado ao humor e à maneira franca de falar sobre a própria trajetória, ajudou a transformá-la em uma figura querida mesmo fora do universo country.
Filantropia marcou trajetória da cantora
Além da carreira artística, Dolly Parton ficou conhecida pelo trabalho filantrópico. Em 1995, criou a Imagination Library, iniciativa inspirada pelo pai da cantora, que não sabia ler nem escrever. O projeto passou a distribuir gratuitamente milhões de livros para crianças em diferentes países.
Durante a pandemia de Covid-19, Dolly também ganhou destaque ao doar US$ 1 milhão para pesquisas realizadas pela Universidade Vanderbilt, que contribuíram para o desenvolvimento da vacina da Moderna.
A artista ainda transformou sua ligação com o Tennessee em um empreendimento de enorme impacto turístico. O parque Dollywood, localizado em Pigeon Forge, tornou-se uma das atrações mais conhecidas do estado e ajudou a movimentar a economia da região onde Dolly cresceu.
Morte do marido e problemas de saúde
Os últimos anos da cantora foram marcados por perdas e questões de saúde. Em março de 2025, morreu Carl Dean, marido de Dolly por quase 60 anos. Reservado e distante dos holofotes durante praticamente todo o casamento, ele tinha 82 anos.
Após a perda, Dolly contou publicamente que havia deixado alguns cuidados com a própria saúde em segundo plano enquanto lidava com o luto. Em 2025, preocupações sobre seu estado de saúde ganharam força depois que a artista adiou apresentações em Las Vegas para realizar procedimentos médicos.
Mesmo diante das especulações, ela chegou a tranquilizar os fãs nas redes sociais. Em outubro daquele ano, publicou um vídeo afirmando que continuava trabalhando enquanto cuidava da saúde.
Em 2026, ano em que completou 80 anos, Dolly continuou envolvida em novos projetos. Em janeiro, lançou uma nova versão de “Light of a Clear Blue Morning”, acompanhada por artistas como Miley Cyrus, Reba McEntire, Queen Latifah e Lainey Wilson. A gravação teve renda destinada à pesquisa contra o câncer infantil.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Dolly Parton deixou uma marca que foi muito além da música country. Cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, ela construiu uma obra que atravessou gerações e fez de seu nome um dos mais reconhecidos da cultura americana.
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