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A evolução da camisa da Seleção brasileira em fotos: de 1930 a 2026

Do branco ao amarelo-canarinho, uma linha do tempo dos uniformes da Seleção Brasileira, recheada de história e curiosidades

Por Ana Luiza Bezerra 13 jun 2026, 15h00
Neymar comemorando em campo, vestindo camisa amarela da seleção brasileira com o número 10, e uma foto em preto e branco de Pelé e Eusébio sorrindo, abraçados em campo
Os uniformes da Seleção Brasileira contam a história do futebol através das roupas (NurPhoto / Alessandro Sabattini/Getty Images)
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As novas camisas da Seleção Brasileira têm dado o que falar. Tem quem esteja amando, tem quem ainda esteja estranhando as inovações para a Copa do Mundo de 2026, mas uma coisa é difícil negar: os uniformes do Brasil sempre foram parte importante da nossa história no futebol.

Muito antes da amarelinha virar um símbolo reconhecido no mundo inteiro, a Seleção já entrou em campo com camisa branca, shorts curtíssimos, mangas longas e até estampas inspiradas na fauna brasileira.

E há curiosidades que muita gente ainda deixa passar. Você sabia, por exemplo, que a criação da camisa canarinho surgiu como uma tentativa de virar a página depois de uma das maiores derrotas da história do futebol brasileiro?

A seguir, preparamos uma linha do tempo para você entender a evolução dos uniformes da Seleção Brasileira, da estreia na Copa do Mundo, em 1930, até as versões mais recentes.

1930 a 1950: antes da amarelinha 

Onze jogadores de futebol, com idades e etnias variadas, posam em campo. O primeiro à esquerda segura um buquê de flores e um chapéu. Todos vestem camisas claras com distintivo no peito e shorts escuros, exceto um jogador de camisa escura. O fundo mostra um prédio e uma cerca com letras
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1934 (CRFB/Divulgação)

Nas primeiras participações do Brasil em Copas do Mundo, o uniforme era bem diferente daquele que conhecemos hoje. A camisa principal era majoritariamente branca, com detalhes em azul, seguindo uma estética mais clássica e discreta.

Time de futebol brasileiro posando para foto em campo, com 11 jogadores e um técnico. Seis jogadores estão de pé, cinco agachados, e o técnico está à direita, de pé. Todos vestem uniformes com escudo da seleção, e alguns seguram bolas. A arquibancada lotada aparece ao fundo
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1950 (CRFB/Divulgação)
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Os modelos tinham cortes mais formais, muitas vezes com gola polo, gola em V ou fechamento com botões. Depois da derrota para o Uruguai na final de 1950, o branco passou a ser associado ao trauma esportivo. A partir dali, começou a busca por uma nova identidade visual para a Seleção.

1954 a 1966: nascimento da camisa canarinho

Time de futebol brasileiro posa para foto em campo, com 11 jogadores de camisa clara e shorts escuros, sendo 6 em pé e 5 agachados, e 3 homens de terno, um deles segurando uma bola. A arquibancada lotada aparece ao fundo
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1962 (Keystone / Correspondente autônomo/Getty Images)

Foi em 1954 que o amarelo e o verde passaram a dominar o uniforme brasileiro. A camisa amarela, acompanhada por short azul e meias brancas, marcou uma virada de imagem,  como símbolo de renovação depois da derrota amarga de 1950.

Pelé e Eusébio, jogadores de futebol negros, sorriem um para o outro em campo. Pelé veste camisa clara de manga curta e shorts, Eusébio camisa de manga comprida com escudo e shorts escuros. Pelé tem a mão no ombro de Eusébio.
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1966 (Alessandro Sabattini / Colaborador/Getty Images)

Entre 1954 e 1966, os modelos mantiveram uma base parecida, com pequenas alterações na gola, no caimento e nas mangas. Em algumas edições, como em 1962, as mangas longas ganharam destaque. Outro detalhe que chama atenção quando olhamos para as imagens da época são os shorts, bem mais curtos do que os usados atualmente.

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1970 e 1974: simplicidade e o inicio das estrelas 

Pelé, de camisa clara e calção escuro, dribla a bola com o pé direito em campo de futebol, enquanto dois jogadores adversários, de camisas escuras e calções claros, o perseguem. A arquibancada lotada aparece ao fundo
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1970 (Alessandro Sabattini / Colaborador/Getty Images)

A camisa usada na Copa de 1970, no México, ficou marcada como uma das mais icônicas da história da Seleção. Com gola mais simples, modelagem limpa e detalhes discretos nas mangas, o uniforme acompanhou uma das equipes mais celebradas do futebol brasileiro.

Time de futebol brasileiro posando para foto em campo de grama, com torcida ao fundo. Seis jogadores em pé, cinco agachados e uma criança sentada, todos com camisas amarelas e azuis
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1974 (CRFB/Divulgação)

Em 1974, a camisa manteve uma proposta semelhante, mas ganhou um elemento que se tornaria clássico: as estrelas acima do escudo, representando os títulos mundiais conquistados pelo Brasil até então.

1978: as listras entram em campo

Time de futebol brasileiro posa para foto em campo, com 11 jogadores e um técnico. Seis jogadores estão em pé, com camisas amarelas e calções azuis, braços cruzados. Cinco jogadores estão agachados na frente, com camisas amarelas e calções azuis, sorrindo. O técnico, à esquerda, veste jaqueta branca e preta. Ao fundo, arquibancada lotada
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1978 (CRFB/Divulgação)
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Em 1978, a amarelinha ganhou um detalhe que marcou época: as três listras verdes nas mangas. O visual trouxe uma linguagem mais identificável, aproximando o uniforme da estética das grandes marcas de material esportivo.

1982 e 1986: novo escudo e golas marcantes

Falcão, jogador de futebol, em campo com a camisa amarela da seleção brasileira, gola e mangas verdes, suado, cabelo e barba castanhos encaracolados, olhando para a direita com expressão séria
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1982 (Alessandro Sabattini / Colaborador/Getty Images)

Nos anos 1980, a camisa da Seleção passou por outra mudança importante. O escudo com as iniciais da Confederação Brasileira de Desportos, a CBD, deu lugar ao emblema da Confederação Brasileira de Futebol, a CBF. Além da mudança institucional, os uniformes voltaram a apostar em golas mais trabalhadas, com acabamentos retrô.

Time de futebol masculino com 11 jogadores em campo, um goleiro de roxo e os outros dez de camisa amarela e calção branco, posando para foto com uma bola no chão à direita
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1986 (CRFB/Divulgação)

1990 e 1994: tecidos modernos

Jogador de futebol brasileiro, de pele clara e cabelo escuro, sorrindo e comemorando um gol com o braço direito erguido, vestindo camisa amarela e shorts azuis, em um estádio lotado
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 1994 (David Cannon / Colaborador/Getty Images)
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Com o avanço dos anos 1990, os uniformes da Seleção começaram a ganhar um aspecto mais moderno. As camisas passaram a explorar tecidos mais leves e respiráveis. Também surgiram elementos visuais mais elaborados, como marcas d’água e detalhes gráficos inspirados no escudo da CBF.

1998 a 2002: Um novo patrocínio e geometria 

Ronaldinho Gaúcho, com cabelo encaracolado, e Ronaldo Fenômeno, com corte de cabelo cascão, vestem camisas amarelas da seleção brasileira com detalhes verdes e o escudo da CBF. Ambos olham para a direita, com expressões sérias, em um campo de futebol à noite
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 2002 (Alessandro Sabattini / Colaborador/Getty Images)

Com a Nike como fornecedora, as camisas passaram a ter uma identidade mais global, pensada tanto para o campo quanto para o mercado de torcedores. Em 1998, a gola redonda voltou a aparecer com força, acompanhada por listras e recortes mais evidentes. Os shorts também ficaram mais longos, seguindo a tendência esportiva da época. Já em 2002, ano do pentacampeonato, a camisa trouxe detalhes verdes em formas geométricas.

2006 a 2010: golas estruturadas

Jogadores da seleção brasileira de futebol, com camisas amarelas e shorts azuis, posam para foto em campo de grama verde, com torcida ao fundo. Onze atletas, alguns em pé e outros agachados, exibem um estandarte azul com o escudo da Confederação Brasileira de Futebol
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 2006 (Richard Sellers/Allstar / Colaborador/Getty Images)

Nos anos 2000, os uniformes brasileiros passaram por uma fase mais limpa e sóbria. As camisas traziam golas mais estruturadas, modelagens ajustadas e um amarelo que variava em intensidade em relação às versões anteriores.

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Dois jogadores de futebol brasileiros, Kaká e Luís Fabiano, comemoram um gol em campo. Kaká, à esquerda, sorri com a boca aberta, vestindo a camisa 10 amarela e azul. Luís Fabiano, à direita, com a camisa 9, aponta o dedo indicador para cima, ambos comemorando em um estádio iluminado
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 2010 (Clive Rose / Equipe/Getty Images)

2014 a 2022: referências tipicamente brasileiras

Jogadores da seleção brasileira de futebol posam para foto em campo, vestindo camisas amarelas e calções brancos, com a torcida ao fundo
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 2014 (Jamie McDonald / Equipe/Getty Images)

Na Copa de 2014, disputada no Brasil, a camisa apostou em um visual mais direto, com poucos elementos além do amarelo tradicional. Em 2018, a proposta seguiu uma linha parecida, com poucas mudanças e uma leitura mais limpa. Já em 2022, a camisa ganhou uma das referências visuais mais comentadas dos últimos anos: a padronagem inspirada na onça-pintada. Com textura que remetia às manchas do animal, a peça trouxe a biodiversidade brasileira para o centro do design.

Jogador de futebol Antony, com cabelo loiro descolorido e tatuagens, vestindo a camisa amarela da seleção brasileira com o número 19 em verde e o distintivo da CBF. Ele aponta para baixo com a mão direita, em um campo de futebol.
Uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, em 2022 (China News Service / Colaborador/Getty Images)

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