Comunidade não cabe só no feed: entendi que a marca precisava ser sentida
Mari Maria conta como levou sua marca do digital para o físico e por que criar experiências reais mudou a relação com a sua comunidade
Durante muito tempo, os únicos contatos diretos que eu tinha pessoalmente com a minha audiência aconteciam em eventos ou encontrinhos rápidos. Eram momentos especiais, intensos e muito verdadeiros, mas ainda pontuais diante de toda a relação que construímos ao longo dos anos.
A Mari Maria Makeup nasceu na internet. Cresceu e se fortaleceu ali. Mas essa marca sempre foi maior do que o digital. Porque por trás de cada comentário, cada review, cada vídeo assistido, existe uma pessoa real. Um corpo real. Uma rotina real. Uma história que não cabe só no feed.
Foi daí que surgiu esse desejo tão forte de levar essa identidade para o físico. Não como vitrine. Mas como experiência.
Hoje, quando eu penso em branding, eu penso muito menos em produto isolado e muito mais em universo. Em energia. Em estilo de vida. Em pertencimento. E isso precisa ser vivido, sentido e experimentado.
A nossa comunidade nasceu no digital, mas ela não pode ficar presa apenas ali. E trazer esse público para fora das redes sociais é, pra mim, uma forma de aprofundar vínculos. De transformar quem acompanha em quem participa. Quem consome e vive a marca. E viver a marca é entender o que faz sentido pra ela.
A Mari Maria Makeup sempre foi uma marca muito conectada com a Geração Z. Um público que valoriza movimento, experiência, bem-estar e autenticidade. E isso começou a refletir naturalmente nas experiências que a gente cria.
Quando idealizamos o evento de lançamento do Lip Orange no início do ano, percebemos que o Ballet Fitness entrou de maneira muito orgânica no nosso universo.
O método criado pela Bettina Dantas une força, consciência corporal e estética de um jeito muito funcional. E trazer isso para esse evento fez todo o sentido. É colocar o corpo em movimento, viver o que a marca acredita, criar conexão a partir da prática, não só do discurso.
Quando a gente leva influenciadoras, consumidoras e seguidoras para viver esse tipo de experiência, algo muda. A relação se aprofunda. A marca deixa de ser só algo que você usa e passa a ser algo que você sente.
Outro exemplo que eu amo foi a experiência da Hype Up. A proposta do evento foi criar uma verdadeira imersão no conceito do produto, transformando o momento em uma masterclass sobre colorimetria. Mais do que apresentar um lançamento, a ideia era aprofundar o entendimento sobre tons, contrastes, combinações e identidade. Os pincéis, as misturas, os traços e as cores fizeram parte de uma experiência educativa e sensorial, em que cada pessoa conseguia entender, na prática, como explorar aquilo que fazia mais sentido para a sua própria beleza e estilo.
Essas experiências fazem com que a marca deixe de ser abstrata. Ela ganha cheiro, som, movimento, textura. Ela vira memória.
Pra mim, esse é o grande valor do físico hoje: criar lembranças reais em um mundo cada vez mais digital.
Trabalhar o off-line tão bem quanto o on-line não é sobre abandonar as redes — muito pelo contrário. É sobre expandir e dar continuidade, no mundo real, à relação que começou no digital.
No fim, construir comunidade é isso: criar espaços onde as pessoas se reconhecem, se conectam e se sentem parte de algo maior. E quanto mais real essa experiência for, mais verdadeira será essa relação.
Porque marca forte não é só a que comunica bem. É a que consegue ser vivida. E é exatamente por isso que experiências como a Beauty Show e a Beauty Fair têm um papel tão importante dentro da Mari Maria Makeup. Esses momentos permitem que as consumidoras tenham um contato real, próximo e palpável com todo o universo da marca. Cada detalhe é pensado de forma abrangente pela Mari e pelo time, para transformar esse encontro em uma experiência completa, imersiva e verdadeira para quem consome, acompanha e vive a marca no dia a dia.
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