Coluna da Cynthia: Conciliando a chegada do bebê com home office

Nossa colunista Cynthia de Almeida traça estratégias para quem tem filho pequeno e quer optar por trabalhar de casa sem se sobrecarregar ou apelar para o improviso

Tive meu primeiro filho e decidi que iria trabalhar de casa. Imaginei que bastava uma boa estrutura de home office para conseguir produzir nos intervalos das mamadas ou  enquanto o bebê dormisse. Não tem funcionado: alguém pode dizer como faz para conciliar o duplo papel? Estou bem frustrada, na verdade, desesperada…

Se serve de consolo, você não está frustrada sozinha: 99% das mães estreantes se deparam com uma realidade bem mais difícil do que imaginaram para retomar o trabalho depois dos filhos. A possibilidade de trabalhar em casa pode ser uma vantagem, mas, cuidado, também é enganosa. Acredita-se em uma certa qualidade e quantidade de tempo que, na verdade, são ilusórias: terão que ser “criadas” a partir de uma nova (e, lamento, rígida) organização da sua agenda. A primeira dica portanto é: faça um plano semanal. A conciliação entre bebê e trabalho é menos orgânica do que você gostaria.

Depois de algumas semanas de sufoco você já deve saber de quantas horas precisaria para cumprir suas tarefas. Contar com ajuda para liberá-la dos cuidados com o bebê nesses períodos é imprescindível. O pai da criança, claro, é a primeira e melhor escolha. Se ele não estiver disponível em horários pré-combinados e você não puder contratar uma ajuda profissional (babá ou baby-sitter), tente as avós, tias, amigas. Acredite, o mundo é solidário (e ama bebês!).

Seu período pré-determinado de trabalho pode ser flexível, mas a quantidade de horas semanais deve ser rigorosamente respeitada, do contrário voltará ao modo desespero-improvisado. Definidos o tempo e os cuidadores, o mais importante é você realmente delegar pelo tempo combinado os cuidados com o seu filho.  Se você não for capaz disso, toda a organização vai ser inútil. Nesse caso, será melhor desistir do home office e partir para um espaço fora de casa, um co-working , por exemplo. Bom, aí não é mais trabalhar em casa, mas funciona e, acredite, vai ajudar a sua reorganização inicial e devolver a tranqüilidade necessária para você cuidar do seu bebê. Respire e boa sorte.