5 clichês sobre as mulheres e o sexo

O que é verdade e o que é mito quando o assunto é a vida sexual das mulheres

Chavão e frase feita não faltam quando o assunto é sexo. Mas será que eles têm algum fundamento ou só servem para atrapalhar a festa? Saiba o que é verdade e o que é balela sobre a vida sexual das mulheres.

1. Toda mulher finge orgasmo alguma vez na vida
Concordo: “Se a transa não está legal, mas o cara demonstra a maior empolgação e não vai parar enquanto eu não gozar, faço o teatro completo. Sou capaz até de imitar as contrações vaginais para ele não perceber que eu fingi.” Roberta, atriz, 26 anos, solteira

Discordo: “Eu nunca fingi. Pode ser que eu seja uma exceção à regra, a ‘anormal’, pois poucas mulheres adotam essa postura. Mas, sinceramente, acho o fim da picada fingir orgasmo. Ora, se eu não estiver gostando, prefiro parar”. Olívia, chef de cozinha, 40 anos, casada

Opinião do especialista: “É verdade. Toda mulher já fingiu que teve orgasmo. Ou, pelo menos, omitiu que não teve. E isso é pelo bem da relação, porque a mulher é sensível e prefere não afetar aquele parceiro de quem ela gosta, que se esmerou para lhe agradar. E, se ela gostou da relação, não há por que dizer que não teve orgasmo, pode omitir.” Carmita Abdo, psiquiatra

2. Homem não se sente atraído por mulheres gordas
Concordo: “Da minha parte, é verdade. A coisa que mais me dá tesão é ver aqueles ossinhos que ficam abaixo da cintura aparecendo. Desde garoto eu me apaixonava pelas mais magrinhas, as meninas que ninguém queria…” Lucas, cineasta, 41 anos, casado

Discordo: “Mentira, quem gosta de osso é cachorro, eu gosto é de carne. Eu não me importo com barriga nem celulite. Às vezes elas têm vergonha de tirar a roupa, mas eu as deixo à vontade e elogio bastante.” Paulo Sabino Bisco, 33 anos, divorciado

Opinião do especialista: “Muitos homens sentem-se atraídos por mulheres gordas, e não estou falando apenas de “cheinhas” mas também de mulheres com 1,60 metro e 100 quilos. A ala masculina em geral não se importa se as parceiras têm um tamanho que – pelos critérios estéticos e culturais – seria considerado acima do peso.” Oswaldo Martins Rodrigues, psicoterapeuta

3. A libido cai quando nascem os filhos
Concordo: “Quando eu estava esperando meu primeiro filho, o sexo era maravilhoso, com meu peito crescendo, as novas formas. Mas, depois do parto, eu não tinha mais vontade. Nessa hora, a mulher muda o foco. Mas só voltei à ativa quando meu bebê completou 11 meses e parei de amamentar.” Laís, 38 anos, relações-públicas, casada, dois filhos

Discordo: “Isso é lenda, a libido não cai. A questão é que, com criança pequena, você não consegue mais dormir, fica cansada. Mas eu não perdi o desejo. Na gravidez, só parei de transar com meu marido quando a barriga ficou grande demais. Depois do parto, bastou o médico liberar, voltamos com tudo e foi o máximo.” Juliana, publicitária 29 anos, casada, um filho

Opinião do especialista: “É normal ocorrer uma oscilação no desejo, mas isso não é uma regra absoluta. No entanto, é comum a vontade diminuir, pois, quando a mulher engravida, começa a produzir progesterona, que é uma espécie de proteção da natureza – assim ela se torna mais maternal e menos sexual.” Carmita Abdo, psiquiatra

4. Mulher não gosta de sexo anal
Concordo: “É insuportável! Até tentei uma vez, mas desisti, doeu muito. Algumas amigas minhas dizem que gostam, mas que, quando a mulher topa, depois o homem só quer essa modalidade. Tenho dúvidas de que alguma mulher realmente goste.” Rosane, produtora de eventos, 31 anos, separada

Discordo: “Isso é mito, falo por mim e por várias amigas que também apreciam. Mas o cara tem de ser bom, saber fazer, tem de ter a pegada. Se ele me deixa no ponto, às vezes eu até peço, fico a fim”. Helena, professora, 29 anos, solteira

Opinião do especialista: “A maioria das mulheres diz que não gosta dessa prática, mas isso não se aplica a todas. Em meados dos anos 90, o Instituto Paulista de Sexualidade fez uma pesquisa sobre o assunto. O estudo apontou o que as mulheres pensam sobre o sexo anal: muitas o consideram uma coisa suja; outras crêem que é um meio de submissão ao homem.” Oswaldo Martins Rodrigues, psicoterapeuta

5. Com amor é melhor
Concordo: “Já transei com caras que conheci na balada e, no dia seguinte, acordava me sentindo péssima, com aquela sensação de ‘Ah! Que foi que eu fiz?’ Fiquei casada por 11 anos, me separei, estou namorando há oito meses, apaixonadíssima. Agora que temos intimidade, está muito gostoso, porque sexo com amor é mesmo melhor.” Ana Maria G. de Oliveira, 32 anos, produtora de eventos, divorciada, duas filhas

Discordo: “Sexo não é totalmente atrelado ao amor, é mais uma questão de química. A prova é que namorei um cara que eu amava, mas que não me satisfazia na cama. Aí comecei a transar com outro, um colega de trabalho – era uma transa perfeita. Nós não nos amávamos, mas, mesmo sem o envolvimento emocional, o sexo era muito bom.” Maria, 28 anos, solteira, advogada

Opinião do especialista: “Embora ainda hoje as mulheres considerem que o sexo com amor é melhor, já diferenciam uma coisa da outra. Isso não ocorria há 50 anos, quando elas só se permitiam ter experiências sexuais se estivessem afetivamente envolvidas. Nos dias atuais, as mulheres fazem sexo mesmo quando não estão apaixonadas ou interessadas em um vínculo amoroso.” Carmita Abdo, psiquiatra