Animais confinados em shopping chinês demonstram sinais de depressão

As imagens que retratam a situação diária dos bichos são bem tristes. Petição criada para fechar instalação conta com 190 mil assinaturas até o momento.

Na cidade de Guangzhou, na China, dois ursos polares, dois lobos brancos, cinco leões marinhos e seis baleias foram confinados em ambientes fechados de um shopping center para que os visitantes pudessem contemplar e registrar parte do mundo polar marinho. Mas o que se vê nas imagens e vídeos que estão correndo o mundo não é nada natural: além de presos em locais pequenos e inadequados, os animais claramente não estão sendo bem tratados.

Especialistas dizem que alguns dos bichos já mostram sinais de problemas mentais. “O lobo arranhando as paredes e andando de um lado para o outro é um exemplo profundo disso”, explicou He Young, um dos diretores do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal. O comportamento deste urso polar é outro exemplo de cortar o coração:

A ONG Animals Asia está entre as organizações e as pessoas que se colocaram contra a situação abusiva dos animais no chamado Aquário Grandview, pressionando os responsáveis pelo fim da exibição dos bichos e estimulando as pessoas a também agirem. “Tirar animais de seus ambientes naturais nunca pode ser defendido, mas, quando eles são realocados em condições como as que vemos nesse aquário, é a pior situação possível. Os que estão por trás disso podem até dizer que é para educação, mas está claro que a motivação aqui é o lucro.

Enquanto os negócios forem permitidos a usarem animais dessa maneira, a riqueza será sempre colocada na frente do bem-estar. Todos nós temos que continuar a rejeitar publicamente essas instalações – e para aqueles que vivem na região, nós dizemos: enquanto os animais sofrerem, procure outro lugar para comprar. Não recompense crueldade”, disse Dave Neale, diretor de Bem-estar Animal da ONG. A petição da organização para fechar o local conta com 190.00 assinaturas até agora.

Reprodução: Simon Denyer/The Washington Post Reprodução: Simon Denyer/The Washington Post

Reprodução: Simon Denyer/The Washington Post (/)

 

Divulgação Divulgação

Divulgação (/)