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Ney Latorraca: ‘Só faço o que eu quero’

O ator comemora o prestígio que conquistou em sua trajetória

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 11h28 - Publicado em 5 nov 2008, 21h00

Ney Latorraca comemora 44 anos de carreira
Foto: Divulgação

Tenho 44 anos de carreira, 35 de TV Globo, 64 de idade, 1,80 m de altura, parei de fumar há cinco anos, ando todos os dias na Lagoa, aliás, andei hoje?, foi assim que o veterano Ney Latorraca se ?apresentou?. Como se precisasse! O ator leonino, nascido na cidade de Santos, iniciou a carreira aos 6 anos na Rádio Record e, hoje, tem contrato exclusivo com a Globo. Em seu currículo somam-se mais de 30 novelas, 15 filmes e, no teatro, sua peça de maior sucesso foi O Mistério de Irma Vap, que ficou 12 anos em cartaz. ?Sou um ator que só faço o que eu quero, na hora que quero e com quem quero! Cheguei a esse nível de poder me presentear. Devemos ser felizes no que estamos fazendo?, conta.

Entre amigos
Negócio da China é a primeira novela do Miguel (Falabella) que faço. Ele é meu amigo, anda comigo na Lagoa… Já fiz uma peça dele, Capitanias Hereditárias. Agora, faço parte do núcleo de Roberto Talma, que estreou comigo em O Grito (1975), e sou dirigido pelo filho de um casal que amo, Mauro Mendonça Filho (Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça).”

Personagem

“Edmar é cômico, mas é uma comicidade que vem da situação. A graça está na ação da história, na relação com a mulher que arrumou outro. Ele ama a Maralanis (Leona Cavalli), acho que ele é da mesma família do Quequé, de Rabo de Saia, só que agora envelheceu! Sabe aquele homem que monta a roupa que vai usar no dia seguinte? Gravata, manga comprida… Muito vaidoso! Ele é fofo (risos).”

Colegas de cena

“Tenho a honra de trabalhar com uma profissional que respeito muito, Leona Cavalli. Nos últimos trabalhos que fiz na Globo, as atrizes com quem contracenei foram Maitê Proença, um luxo que escreve e atua no teatro; Maria Padilha, Marisa Orth, Cláudia Mello e, agora, a Leona, que vi num espetáculo do Zé Celso (Martinez Corrêa, diretor). Tem também a Bruna Marquezine, um talento que conheci pequenininha, quando fiz Sítio do Picapau Amarelo.”

Novo visual

“Em vez de crescer aqui (aponta a cabeça), onde deveria, cresceu aqui (aponta a barba), um ódio que dá, né? (risos) No começo, usei um aplique na novela, sou meio um Tom Hanks, mais velho, é claro, perdido numa ilha, em O Náufrago. Descobri que mulher gosta de homem com cicatriz, barriguinha e barba.”

Bem-estar

“Estou bem porque parei de me preocupar. Antigamente, eu queria morrer no palco, estava mais preocupado com minha carreira do que com meu trabalho. O mais importante para o ator é o respeito ao público e a ele mesmo. Parei de fumar, ando, faço acupuntura, só faço o que eu quero, em respeito a mim e ao público. Na cidade de Santos, que é minha terra natal, sou padrinho das crianças, faço campanha da ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação), para o Retiro dos Artistas, contra a hanseníase… Chega um momento na vida do ator em que ele tem que parar de alimentar o ego. E o importante é que possa usar o prestígio para ajudar os outros e contar com o carinho de vocês. Lidar com a imprensa também é uma arte.”
 

 
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