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Denise Steiner Por DERMATOLOGIA A médica Denise Steiner é dermatologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutora pela Unicamp

Por que o nosso cabelo cai? Entenda

Queda de cabelo pode ter fatores como alimentação, calvície e alopecia areata

Por Denise Steiner 17 fev 2022, 12h13

O folículo pilossebáceo é uma fábrica de produção eficiente, englobando mecanismos fisiológicos de grande complexidade. Os pelos do nosso corpo estão entrelaçados com o nosso organismo, mantendo uma comunicação interna altamente eficaz. Isso significa que tudo o que acontece com a nossa saúde vai apresentar relação com o ciclo capilar e com a qualidade do fio. 

Além disso, é muito importante ressaltar que, se fizéssemos um ranking de gasto de energia no nosso corpo, o folículo pilossebáceo é a estrutura que está em segundo lugar, sendo superado somente pelo gasto de energia para produção das células vermelhas do sangue.

O cabelo vai cair sempre por algum motivo de saúde. No caso de doenças hormonais, o realce vai para o hipotireoidismo e hipertireoidismo, que provocam queda e afinamento do fio. Cirurgias, remédios, estresse excessivo, infecções, dietas desequilibradas, emagrecimento – tudo isso pode levar à queda de cabelo. A dieta com excesso de carboidratos, mesmo que integrais, em detrimento da ingestão proteica, pode ser prejudicial à saúde capilar. 

Além disso, a pessoa pode ser acometida por doenças específicas do couro cabeludo que podem ser genéticas, autoimunes ou infecciosas. A calvície é um exemplo da alopecia genética que provoca afinamento dos fios após o início da puberdade, mesmo que não ocorra queda de cabelo importante e visível. Ela progride com afinamento progressivo dos fios, levando à densidade capilar diminuída.

A alopecia areata ou “pelada” é uma alteração autoimune que compromete adultos e crianças. Nesse caso, há áreas arredondadas que ficam sem cabelo. Sendo assim, é importante entender que o tratamento da queda de cabelo depende do diagnóstico correto para ser eficaz.

É muito importante lembrar que, em vista do grau de alteração emocional relacionado aos problemas de cabelo, é muito fácil se iludir com tratamentos milagrosos. Nesse momento, a crítica, a honestidade e a ética devem priorizar a indicação dos tratamentos específicos.

Portanto, não acredite em milagres e remédios que tratam qualquer queda de cabelo, até porque muitas vezes ela pode melhorar espontaneamente. Procure um bom profissional, que é o dermatologista, para tratar com base no diagnóstico. Preste atenção, pois não há formação específica para o que é chamado de tricologia. Qualquer pessoa que se julgue com experiência em cabelo pode se intitular tricologista.

Cuide de sua saúde capilar.

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