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Mais um bebê roubado pelo governo militar é identificado na Argentina

Segundo a organização Avós da Praça de Maio, existem, ainda, mais de 300 vítimas de sequestros durante a ditadura que ainda não foram encontradas

Por Fernanda Morelli Atualizado em 27 out 2016, 22h44 - Publicado em 1 set 2015, 14h15

A organização Abuelas de Plaza de Mayo (Avós da Praça de Maio), que luta para encontrar crianças roubadas durante o governo militar, identificou, a partir de testes de DNA, mais uma vítima de sequestro durante os anos de 1970 e 1980. De acordo com a ONG, a mulher era filha dos ativistas Gladys Castro e Walter Domínguez, integrantes do Partido Comunista Marxista Leninista da Argentina.

A mulher encontrada, que tem hoje cerca de 30 anos, é a 117º pessoa a ser identificada pela ONG que, para encontrar as vítimas dos sequestros, conta com um banco de dados genéticos dos familiares que sofreram os roubos na época.

O sequestro de crianças era um plano da ditadura argentina que tinha, como objetivo, evitar a criação de bebês por famílias que o governo considerava ameaçadoras, evitando, assim, uma nova geração do que eles chamavam de radicais de esquerda.

 

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