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Geraldine Roman é a primeira mulher trans a ser eleita no Congresso das Filipinas

A candidata foi eleita com 62% dos votos para ser a representante da cidade de Baatan na Câmara dos Deputados do país.

Por Gabriela Kimura - Atualizado em 21 jan 2020, 10h17 - Publicado em 11 Maio 2016, 09h13

O Congresso filipino tornou-se parte de uma revolução na vida de pessoas trans e travestis do mundo ontem: a candidata Geraldine Roman foi a primeira mulher trans a ser eleita para fazer parte da Câmara dos Deputados do país.

A conquista veio com 62% dos votos para ser a representante do distrito de Baatan, no norte da capital Manila, sucedendo o lugar antes de sua mãe, Heraldine Roman. Com propostas de expandir e melhorar a infraestrutura dos hospitais locais, além de tomar parte na mudança das rígidas leis de identificação de gênero filipinas, Geraldine é uma vitória não só para a população regional, mas para todas as trans e travestis do mundo todo.

Principalmente quando se trata de uma nação notoriamente católica, no qual o divórcio, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o aborto são proibidos. E também impede que trans alterem seus nomes e sexo em documentos.

Mesmo com apoio da maioria da população do distrito, Geraldine enfrentou críticas, brincadeiras e humilhações por parte de muita gente. Ela não se deixou abater e afirmou que sua vida nunca foi um segredo. “Eu cresci aqui [Baatan]. As pessoas me conhecem. [A questão de gênero] só se transforma em um problema quando você tenta esconder isso. Não é nada ruim e eu nunca magoei ninguém no processo. Eu sou tão feliz, então, por que teria vergonha?”, disse a congressista à AFP após sua vitória.

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E nisso ela tem toda razão, que só comprova o motivo de ter conquistado o lugar na Câmara: foi uma vitória sobre o ódio, a intolerância e a discriminação com uma política de amor, aceitação e respeito.heart

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