Cores primárias são coringas na decoração

No reino das cores, o azul, o amarelo e o vermelho dão as cartas. Em casa, eles permitem diversas combinações e dão vida nova à decoração.

O azul, o amarelo e o vermelho deixam a decoração vibrante
Foto: Rogério Voltan

 

Maestrinas, mães, criadoras, até mesmo ditadoras, no melhor sentido. Todos esses papéis se ajustam às cores primárias, classificação que compreende o azul, o amarelo e o vermelho. “Delas se origina a gama infinita de cores”, explica Regina Johas, artista plástica. “Sua combinação é muito vibrante“, completa a estudiosa.

Nas pinceladas do holandês Piet Mondrian (1872-1944), no começo do século 20, as três também ganharam destaque. Nos móveis, vale associar as cores primárias e suas combinações. Azul com vermelho, por exemplo, é um mix de personalidade. Somados ao branco, dão um toque náutico à decoração. O amarelo unido ao vermelho gera o laranja. O azul associado ao amarelo faz surgir o verde. Já a fusão do azul com o vermelho cria o violeta. Pronto, eis as cores secundárias. É aqui que, de fato, começa esse jogo programado para não acabar nunca.

 

Cores primárias são coringas na decoração

Combine móveis e objetos de cores primárias e encha o ambiente de personalidade
Foto: Rogério Voltan

Veja como usar cada uma das cores:

Azul

O azul transmite tranquilidade e favorece o raciocínio e a intuição. Mas cuidado: os tons mais claros de azul podem acarretar preguiça e sonolência se usados em exagero. Em ambientes pequenos, a regra geral é usar cores que deem uma ideia de profundidade. E o azul é perfeito para isso!

Amarelo

“O amarelo é um tom yang, isto é, excitante, quente e solar. Por isso, estimula o otimismo em relação à vida”, afirma Dirceu Galhardi, consultor de feng shui, radiestesia e cromoterapia. “Por remeter ao elemento terra, ainda nos ajuda a fincar os pés no chão”, ele acrescenta.

Vermelho

No campo da decoração, o vermelho é reconhecido pela veia passional. “Ele simboliza tanto o calor, a nobreza e a sexualidade quanto a ira, o poder excessivo e a violência”, diz o designer de interiores Sandro Brasil, de São Paulo. Para não cair em exagero, ele aconselha: “Sugiro reservar a paleta para os detalhes de arquitetura e para a mobília. Assim, o visual vibra na medida certa”.