Como ser uma boa negociadora

Saiba qual é a melhor forma de defender seus próprios interesses para economizar um bom dinheiro

Como ser uma boa negociadora

Não tenha ânsia de agradar e ser simpática. 
Muitas vezes isso faz com que você aceite 
propostas ruins
Foto: Getty Images

Uma negociação bem-feita pode levá-la a pagar menos juros na dívida do cartão de crédito, a ter um salário melhor, a receber mais na venda do carro ou da casa e até a não ficar no prejuízo na hora de uma eventual separação conjugal ou de um rompimento de sociedade. ”A regra número 1 do bom negociador é nunca agir como se quisesse vencer um braço-de-ferro”, aconselha o consultor Homero Amato, vice-presidente da Case Consultores, de São Paulo, que ministra cursos sobre o tema. ”Estar aberto para ouvir e fazer propostas, além de conter a ansiedade, é meio caminho andado.”

Boas negociadoras não são boazinhas

As mulheres, em geral, costumam escapar de conversações. Para as americanas Leslie Whitaker e Elizabeth Austin, autoras do Guia de Negociação para Mulheres, a atitude se deve à nossa ânsia de agradar e ser consideradas simpáticas. Em razão disso, muitas de nós aceitam propostas desvantajosas sem reclamar e até fogem de situações que pedem uma postura mais exigente. ”Trata-se de um erro enorme”, comentam as autoras. ”Uma coisa é ser boazinha, outra é ser bobinha.” Segundo elas, o grande equívoco está em associar o processo à idéia de agressividade e autoritarismo, como se fosse assunto de homem. ”É justamente o contrário. Diplomacia, flexibilidade e cortesia funcionam muito mais”, garante Homero. ”Quase sempre o lado intransigente e sem paciência perde o prumo e leva a pior.”

A instrumentista cirúrgica Rafaela Franzói é daquelas que não se abalam. Basta ver o ótimo resultado obtido na última grande compra que realizou. ”Namorei um carro durante semanas, mas a revendedora, que já oferecia um preço ótimo, não me dava mais desconto”, lembra Rafaela. ”Um dia cheguei, sentei e calmamente mostrei um anúncio de jornal provando que a concorrente, apesar de ter preços mais altos, cobria qualquer oferta. Final da história: acabei ganhando um CD player para o carro.” Sua maior esperteza, no caso, foi preparar-se adequadamente para a hora da argumentação. E manter a cabeça fria. ”Ninguém consegue o que quer gritando, chorando, brigando. Eu sabia que tinha que provar que eles perderiam uma cliente por causa de alguns reais. Estava certa.”

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