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Como driblar o preço do feijão nas alturas

Saiba como manter as proteínas do cardápio balanceadas em tempos de alta no preço da leguminosa

Por Stefanie Silveira (colunista) Atualizado em 21 jan 2020, 08h22 - Publicado em 30 jun 2016, 12h52

O preço do feijão é o assunto do momento. Com o quilo do feijão carioca chegando a custar mais de R$ 15 em alguns supermercados, quem cozinha em casa está precisando encontrar alternativas para não superfaturar as compras da semana. 

Vegetarianos costumam consumir bastante feijão por ser um alimento rico em proteínas e ferro, ou seja, um excelente substituto da carne numa alimentação saudável e balanceada. Se o preço estiver assustando, mantenha a calma, há várias opções que te ajudam a manter a proteína no prato.

Eliane Contreras
Eliane Contreras

A nutricionista Ana Ceregatti, especialista em alimentação vegetariana, indica os feijões preto, branco e fradinho para substituir o carioca. Estes estão com preços mais acessíveis, por volta de R$ 6 o quilo. Além deles, outros tipos de feijão como azuki, mulatinho, verde, rosinha podem fazer parte do cardápio sem medo. Todos são equivalentes nutricionalmente, deixando você livre para escolher pelo preço. Quem é fã do feijão branco leva uma vantagem por ele ser rico em cálcio. 

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Outra sugestão é variar o tipo de preparo. Normalmente os feijões preto e rosinha ficam muito gostosos no preparo tradicional, com caldo e servido com arroz. Há, no entanto, uma série de outros preparos que você pode fazer com outros tipos de feijão, como patês, saladas, sopas e hambúrguer. 

Além de ser rico em ferro e proteínas, o feijão não tem glúten, nem colesterol e possui baixo índice glicêmico. Ou seja, mesmo de dieta não tenha medo dessa leguminosa. Lentilha, grão-de-bico e ervilha seca também são ótimos substitutos do feijão. Se você achá-los com preços em conta, aproveite. 

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Mais uma opção rica em nutrientes e proteína é a soja, mas a em grão, nada de proteína texturizada. Se você encontrar uma soja em grão orgânica (não transgênica) com bom preço vale a pena apostar na inclusão do grão em saladas, sopas e patês.

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As favas, pouco comuns no nosso cardápio diário, também são opções de leguminosas ricas em proteínas. Em São Paulo, é possível encontrá-las em feiras livres.

Vale a pena lembrar que para melhorar a absorção de mineirais e também facilitar a digestão das leguminosas os grãos precisam ficar de molho antes de serem cozidos. O ideal são 12 horas, ou seja, se você vai usar num dia, deixe na geladeira de molho na água na noite anterior. Na hora de preparar, descarte a água do molho e cozinhe em outra. Acrescentar folhas de louro no preparo também ajuda na digestão. 

Se você é fã de hommus, por exemplo, saiba que ele pode ser feito com feijões. Um deles é o feijão branco. Deixe o feijão branco de molho e depois cozinhe-o normalmente com folhas de louro. Descasque e corte uma beterraba e tempere-a junto com o feijão com sal, azeite, vinagre balsâmico (ou limão), alho e tahine. Bata tudo até virar uma pasta. O mesmo pode ser feito com outros tipos de feijão e favas. 

Se você não conseguir incluir o feijão do jeito tradicional no almoço, não se preocupe. O importante é garantir uma porção de leguminosas (uma concha) por dia no seu cardápio. Seja na salada, no patê do sanduíche, na sopa ou junto com o arroz.

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