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Como agir para tornar a chegada do novo bebê um processo natural para o irmãozinho

"Você vai ganhar um irmãozinho!". Nem sempre é fácil para os pequenos saber lidar com um novo bebê na casa. Veja dicas para que o processo seja feliz e prazeroso para todos

Por Ana Bardella (colaboradora) Atualizado em 21 jan 2020, 21h23 - Publicado em 12 jun 2015, 14h39

Os resultados dos exames chegaram trazendo uma boa notícia: para completar a família, vem aí mais um bebê! O primeiro sentimento é o de extrema felicidade por causa da gravidez, mas logo vem a apreensão: como será que o pimpolho de casa vai reagir à novidade, sendo que até hoje todas as atenções estavam voltadas para ele? A situação é delicada mesmo, mas com jeitinho dá para torná-la especial para todo mundo. Veja só algumas dicas:


Quando contar?

“O melhor momento para contar sobre a chegada do irmãozinho é quando os pais estiverem mais certos sobre a evolução da gravidez”, explica Lourdes de Paula Gomes, psicóloga e diretora da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo. É bom que seja assim, pois os adultos lidam melhor com as expectativas do que as crianças. Deve-se esperar até que a mamãe complete as 12 primeiras semanas, pois o risco de aborto é maior no início da gestação. Por outro lado, ainda segundo a especialista, esperar a barriga crescer para contar não é o ideal. Os pequenos são sensíveis e perceptivos, e com certeza notarão que algo está acontecendo antes da conversa oficial. Isso não é bom!
 

Como contar?

 No momento de dar a boa notícia, procure ser o mais clara possível: isso deixará a criança mais segura. “Se ele perguntar como o bebê foi parar na sua barriga, explique que a mamãe e o papai plantaram uma sementinha e que, em breve, ele ganhará uma companhia”, orienta Lourdes.
 

Participação: a palavra-chave!

Vai comprar uma roupinha ou um brinquedo para a criança que está chegando? Leve seu filho junto, peça que ele escolha um para si mesmo e outro para o bebê. “Deixe que ele brinque e acaricie a sua barriga, e explique que o irmão está sentindo seu toque”, ensina a psicóloga. Atitudes como essa farão com que ele crie uma conexão com o pequeno e se sinta parte do momento que a família está vivendo. Quer levá-lo a uma consulta do pré-natal ou ao exame de ultrassom para que ele possa “ver” o irmãozinho? Tudo bem, pode, e é uma ótima ideia! Só explique antes como será, ou ele poderá ficar um pouco assustado com a situação. “Fazer isso de forma lúdica, com desenhos ou historinhas é sempre uma boa pedida”, completa Lourdes.

 O bebê chegou!

Seu neném finalmente está em casa, e a rotina de todos vai mudar pra valer agora. Por mais atarefada que esteja, continue incluindo o mais velho nas atividades do dia a dia. Peça que ele segure a pomada enquanto troca a fralda, deixe que escolha a roupinha, permita que fique por perto e participe, mesmo que seja das pequenas coisas. “O ideal é que os pais não resmunguem nem tornem esses hábitos uma obrigação. Deixar o clima da casa leve e agradável ajudará o pequeno a se ambientar com as mudanças”, explica a especialista.

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 Xiii, o ciúme apareceu

 Seu filho tem andado mais quieto ou mais agressivo depois da chegada do irmãozinho? Vá direto ao ponto e pergunte por que ele está se sentindo assim. “Não o subestime, pois ele é capaz de entender o que se passa ao redor. Explique que, diferentemente dele, que já é maior, o bebê precisa do auxílio dos adultos para tudo: comer, beber, tomar banho”, aconselha Lourdes. Também vale ressaltar que o novo membro não veio para roubar o lugar dele, mas sim para ser um amigo, um companheiro. Diga que o amor que a família sente por ele não mudou.
 

Chupeta outra vez?

 Em alguns casos, pode acontecer uma espécie de regressão na criança. Ou seja, o primogênito, que já havia largado a chupeta, a mamadeira ou parado de usar fraldas, agora volta a pôr em prática os antigos hábitos com a chegada do irmão. “Isso ocorre porque a criança quer chamar a atenção dos pais. Mas não dê muita importância a essas atitudes. Brigar e repreender será como um estímulo para que ela continue com a conduta negativa”, esclarece a psicóloga. Vá explicando, com jeitinho, que ele já é grande e não precisa mais disso.
 

Sem comparações

Quem está passando pela segunda experiência sofre com a tentação de comparar um filho ao outro. Frases como “Com essa idade você ainda nem abria o olho” ou “O bebê é tão calminho, você era tão chorão!” podem magoar a criança e estimular o ciúme entre os irmãos. Apesar de pertencerem à mesma família, eles têm qualidades e defeitos diferentes. Cuidado também com os elogios e demonstrações de afeto: “Deixá-los somente para os mais novos é um erro comum dos pais. Isso pode fazer com que o mais velho se sinta desvalorizado”, finaliza.

Leia também: Como saber se é o momento certo de encomendar o segundo filho
 

 

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