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“As mães não só podem ser como são diferentes entre si”

Nossa colunista Marcia de Luca reflete sobre a individualidade da mulher na maternidade.

Por Marcia de Luca Atualizado em 28 out 2016, 11h57 - Publicado em 9 Maio 2016, 17h31

A Ayurveda, o Sistema de Cura indiano e também o mais antigo do mundo, nos ensina que cada ser humano é único e que, para termos saúde, é preciso respeitar essa individualidade com leveza e, ao mesmo tempo, assertividade. Essa atitude ajuda a simplificar a vida, trazendo paz e harmonia aos nossos dias. Por isso, proponho que abracemos essa individualidade com naturalidade – fugindo do tão conhecido comportamento de rebanho, em que as ações são repetidas sem que tenhamos consciência sobre elas.

Para criar um hábito, como em tudo na vida, precisamos de intenção, disciplina comedida (praticada diariamente) e tempo para que essa nova rotina seja introjetada. E que tal começar aqui e agora neste mês que celebra as mães?

Pois é, até as mães não só podem ser como são diferentes entre si! Quanta culpa é gerada porque fomos domesticadas a aceitar que temos que ter parto normal, que temos que amamentar, que temos que isso, que temos que aquilo… Você sabia que essa emoção é a vibração mais nefasta que o ser humano pode sentir? Fuja dela!

Vamos abraçar nossa individualidade e dar a nossos filhos aquilo que temos de melhor dentro de nós. Se sua estrutura não permite um parto normal, que tal aproveitar a evolução da medicina para minimizar o sofrimento da mãe e do bebê? Se você não tem leite suficiente, por que fazer seu bebê emagrecer e chorar de fome? Na hora de voltar ao trabalho, se for essa sua opção, conscientize-se de que cada instante dedicado ao seu filho com atenção e intenção plenas no momento é muito mais importante do que o dia inteiro de desatenção e foco dispersado – afinal, qualidade vale mais do que quantidade fracionada.

Portanto, esqueça as fórmulas preestabelecidas. Ensine a seus filhos o que vier do fundo do seu coração com muito amor e sem a enorme rigidez que tem tomado tantas famílias ultimamente. As crianças de hoje estão sendo bombardeadas por estímulos externos e cobranças que sobrecarregam ou sistema nervoso delas. Um dia a conta desse abuso chega, cuidado. Lembre-se de que o caminho do meio é sempre o melhor, o mais benéfico e o mais feliz. Permita momentos de brincadeiras, conte histórias, passe valores que formam o caráter em vez de focar só nas tantas exigências que as escolas impõem. Ser “o melhor” é saber agir (e não apenas reagir) usando a dupla infalível da razão e do coração. E é isso que queremos para os nossos filhos, não é mesmo?

Transmita a eles o conceito de leela: brincadeira cósmica e divina. E aproveite a oportunidade para colocá-lo em prática na sua vida também. Elimine culpas e esforço excessivo, ouça os sinais de conforto e desconforto do seu corpo – ele é mais sábio do que qualquer conselho ou ditame que você possa receber.

Para terminar, quero revelar um grande segredo a cada uma de vocês que são mães: o mal muitas vezes é causado pelo excesso de bem. A intenção, se exagerada, acaba surtindo o efeito contrário. Por isso, uma boa mãe deve proteger seu filho sem excessos para que ele se torne firme e forte e consiga caminhar com os próprios pés enquanto vivencia seu papel na peça chamada VIDA.

‪#‎MãeNãoÉTudoIgual‬ “Ser mãe é uma tentativa de acertar errando”. Neste mês, celebramos a liberdade de ser mãe. Sem julgamentos. E sem culpa. Assista ao vídeo:

 

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