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5 jeitos de usar tapetes na decoração de ambientes

Reunimos jeitos diferentes de estampar o chão e as paredes usando a tapeçaria

Por Beatriz Koch, Danielly Fernandes - 27 set 2018, 16h59

Desapegue-se da ideia de que usar tapeçaria em casa é coisa do passado. Ela voltou a enfeitar os ambientes, mas agora em versões mais arrojadas, com padronagens gráficas, florais e étnicas. Também ocupa lugares incomuns – de cabeceiras a cantos em geral pouco utilizados.

O importante é atentar para a proporção do item escolhido. Ele não deve ser grande nem pequeno demais em relação ao espaço. Por outro lado, misturas são bem-vindas. No piso, dá até para fazer graça sobrepondo duas ou mais peças.

1. Feito obra de arte

Ao decorar seu apartamento, de estilo industrial, a designer de interiores Daniela Berland, de São Paulo, aproveitou um tapete antigo herdado da família. “Ele estava guardado fazia um bom tempo”, lembra. Vibrante, a peça – assinada pelo artista romeno Jean Gillon – quebrou a seriedade do espaço e virou ponto de destaque sobre o bufê. “É superatual usar itens com história”, afirma ela. Atenção na hora de instalar: o centro da obra deve ficar na altura dos olhos.

Reprodução/Divulgação

2. Em camadas

Sobrepor tapetes no piso dá personalidade ao espaço. “Ainda dispensa a necessidade de investir em uma peça única e de tamanho enorme”,
pontua a arquiteta Roberta Banqueri, de São Paulo. Vale criar um mosaico com diversos modelos explorando tamanhos e materiais. Não existem regras. Pode-se combinar estampados, misturar cores fortes com neutras. “Ou eleger tons complementares”, diz o arquiteto baiano Marlon Gama. Já as texturas devem ser diferentes para garantir um efeito de impacto. Evita-se apenas colocar um item muito espesso por baixo para não provocar tropeços ou atrapalhar a circulação.

Living4media/© living4media

3. Foco no artesanal

De crochê, tricô ou macramê, peças pequenas dão vida a cantinhos vazios ou sem graça. Um varão de cortina que tenha cor semelhante à dos móveis serve de estrutura e garante o acabamento. Se a ideia é tornar o aspecto mais rústico, um galho resistente, retirado do quintal, faz esse papel. Outra opção, sugere Roberta, é usar um gancho ou velcro fixado na parede para sustentar a tapeçaria. Se ainda sobrar espaço livre, um mix de gravuras pode entrar sem brigar com a peça.

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Living4midia/© living4media

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4. Nada Óbvia

A cabeceira vai muito além da madeira e dos blocos de espuma revestidos de couro ou veludo. É o que prova a tapeçaria usada neste quarto, acima da cama. “A escolha deve recair no material sintético, que não acumula poeira nem ácaros”, recomenda Marlon. Isso significa que peças de corda, lã e algodão ficam fora do radar.

A altura também merece atenção. “Em pouco tempo, o atrito com o travesseiro causará danos ao tecido”, alerta Roberta. Para os casais mais moderninhos, outra proposta é escolher um modelo comprido, que ultrapasse o limite da parede e invada o teto. O aconchego é garantido.

Living4media/© living4media

5. Dupla afinada

Tapete no chão e também na parede pode, sim! A mistura de formatos (um quadrado e outro retangular, por exemplo) e estampas deixa o ambiente autêntico. A tapeçaria mais leve deve ser pendurada. “Uma peça feita com fios grossos carregará o visual”, pondera Marlon Gama. Para destacá-la, use uma luz dirigida, como um spot.

Importante: antes de colocar na parede, é preciso checar se não há pontos de umidade. Quanto à manutenção dos tecidos, os profissionais divergem. Uns aconselham levar à lavanderia uma vez por ano; outros dizem
que passar um aspirador de pó com frequência resolve a limpeza.

Living4media/© living4media

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