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Minha pele está com manchas; posso tratá-las na primavera e no verão?

Nada impede um tratamento de pele durante as estações quentes, mas os cuidados precisam ser redobrados.

Por Raquel Drehmer Atualizado em 16 jan 2020, 05h37 - Publicado em 11 nov 2018, 13h01

O verão já está batendo à nossa porta, mas nada impede que você tenha notado alguma mancha de pele agora e esteja disposta a se livrar dela o quanto antes. É natural, neste momento, pintar a dúvida: é permitido fazer um tratamento dermatológico para se livrar desta marca durante a primavera, talvez se estendendo até o começo do verão?

A resposta é sim, você pode fazer o que quiser quando quiser. Pode fazer peeling e o que mais for necessário e indicado por um médico dermatologista – nunca faça nenhum tratamento na pele se não houver uma recomendação deste profissional – nos dias quentes.

O mais importante é ter em mente o seguinte: no verão, devido à posição do planeta, os raios ultravioletas do sol nos atingem por um ângulo mais direto e de forma muito mais agressiva. Portanto, todos os cuidados com a proteção da pele devem ser mais intensos – principalmente depois de tratamentos abrasivos como os contra manchas de pele.

Os cuidados, neste caso, são:

– Combinar fotoproteções, com o uso de protetor solar tópico (aplicado na pele) e de barreiras físicas (chapéu ou boné, por exemplo) e, se possível, de protetor solar via oral receitado pelo médico dermatologista;

– Reaplicar o protetor solar da área tratada a cada duas horas, mesmo que você esteja trabalhando no escritório, pois a luz artificial das lâmpadas e da tela do computado/do celular também afetam a pele sensibilizada;

– Evitar ficar em ambientes muito quentes, mesmo que não haja sol direto, pois o aquecimento da pele também aumenta a vascularização e prejudica os resultados dos tratamentos; e

– Não se expor ao sol diretamente.

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E quais são os tratamentos para as manchas de pele?

Depende do tipo de mancha. Formulamos um guia bem simplificado para você começar a entender, mas debata o assunto com seu ou sua dermatologista.

Melasmas – As manchas castanhas que aparecem nas áreas expostas ao sol (rosto, braços, colo) são um mix de exposição solar e ação hormonal. O tratamento é com cremes clareadores, antioxidantes tópicos e peelings.

Cloasmas – São melasmas que surgem durante a gravidez e ganham nome técnico diferente. Nesse período, não é permitido usar os cremes, os antioxidantes nem fazer peeling, então a recomendação das dermatologistas é esperar o bebê nascer para tomar alguma providência. Enquanto isso, capriche no protetor solar para evitar que elas piorem.

Fitofotodermatoses – São as manchas causadas pela exposição ao sol após o contato da pele com ácidos de sumo de frutas cítricas (limão, laranja, acerola etc.) e também de figo, mostarda e salsa. O ideal é lavar a pele com água e sabão imediatamente para evitar essas manchas. Mas, se não deu tempo e a mancha apareceu, o tratamento é com corticosteroides.

Manchas por atrito – Quando a pele fricciona com a própria pele (as partes internas das coxas, por exemplo), com lâminas de depilação e com tecidos grossos das roupas (como o jeans), manchas podem surgir. O tratamento é por meio de hidratação, muita hidratação.

Manchas de cicatrizes – São mais comuns em quem tem pele morena ou negra; depois de uma lesão, a área cicatrizada fica com um tom diferente. O melhor tratamento é o peeling.

Manchas senis – É inevitável, com o passar dos anos, a pele ganhar manchas escuras (melanoses solares) e também manchas mais claras que a pele (leucodermia solar), além de manchas roxas. Elas são uma mistura da exposição ao sol ao longo da vida com as próprias características genéticas humanas e são mais comuns nas mãos, no rosto e no colo. O tratamento é com laser aplicado pelo dermatologista.

Fontes: Médicas dermatologistas Carla Bortoloto (especializada em dermatologia clínica e cirúrgica) e Simone Andrade

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