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Dieta dos 22 dias: a alimentaçao seguida por Beyoncé e Jennifer Lopez

Conheça o programa de emagrecimento que fez a cabeça das celebridades

Por Fernanda Morelli - Atualizado em 28 out 2016, 14h39 - Publicado em 13 jul 2015, 15h18

Não é à toa que a dieta da Beyoncé – adotada também por outras celebridades, como Jennifer Lopez,  – se tornou a mais copiada dos últimos tempos. A cantora, que sempre chamou atenção pelas curvas bem desenhadas, tem aparecido cada vez mais magra. Segundo ela, o resultado se deve ao programa “22 Days Nutrition” (22 Dias de Nutrição, na tradução literal), criado pelo fisiologista de exercício Marco Borges.

Como é o programa?
A dieta consiste em eliminar, durante 22 dias, qualquer tipo de carne (inclusive peixe), bebidas alcoólicas, alimentos processados, glúten e laticínios. Dessa maneira, o cardápio deve ser distribuído por 80% de carboidratos, 10% de gordura e 10% de proteínas.

Por quê 22 dias?
 É o tempo que o corpo leva para sentir a mudança dos hábitos alimentares e apresentar resultados efetivos.   

Pontos positivos da dieta
Segundo o endocrinologista Pedro Assed, pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), quando se corta o glúten, elimina-se  automaticamente grande parte de carboidratos e produtos processados que costumam conter alto índice de açúcares, gorduras e sódio, o que independente de uma intolerância já é suficiente para a perda de peso. A lactose, tipo de açúcar presente no leite, é apontada como uma das grandes causadoras de intolerância alimentar e de inflamação intestinal, prejudicando, nesse caso, a absorção de muitos nutrientes pelo organismo. No entanto, tirá-la de vez do cardápio não é interessante para quem não tem intolerância já que os produtos sem lactose costumam conter o mesmo índice calórico que os comuns. Pior: quando você ingerir um alimento com lactose novamente, seu corpo pode criar uma rejeição que não existia antes.

Pontos negativos
Esta dieta deve ser realizada com cautela e com acompanhamento, para garantir que o equilíbrio dos nutrientes seja mantido com as exclusões. “Há o risco de se perder fontes importantes de aminoácidos essenciais como leucina, lisina, metionina e isoleucina, responsáveis pela manutenção da massa magra do organismo”, avisa a nutricionista Andréa Santa Rosa, de São Paulo.  E quanto maior nosso índice de massa magra, maior a facilidade de perda de peso e vice-versa.

Seguir ou não seguir a dieta?
Para quem não tem intolerância e não segue uma dieta vegana ou vegetariana, a melhor maneira de perder peso (de forma saudável) continua sendo com uma alimentação balanceada, composta por pequenas quantidades de carboidratos, pelo menos uma porção de proteína e salada, com hortaliças, verduras e legumes. “Não pular refeições e se alimentar a cada três horas é, também, um detalhe importante”, lembra Andréa Santa Rosa.  A melhor dieta de emergência, segundo ela, é substituir uma ou duas refeições (depende do caso) por shakes, sucos ou sopa (prescritos por um nutricionista), além, claro, de aliar tudo isso a pratica de atividade física – pelo menos 175 minutos por semana o que significa cerca de 40 minutos, 4 vezes por semana.

 

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