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Alerta para Caxumba: 37 casos são confirmados em São Paulo

Saiba quais os sintomas e como se proteger contra o vírus

Por Maria Clara Serpa - Atualizado em 17 fev 2020, 16h05 - Publicado em 5 jul 2019, 19h17

A queda das temperaturas com a chegada do inverno acende um alerta para o aumento de casos de doenças virais, já que os vírus tendem a se propagar em ambientes abafados e dias chuvosos. Além da volta de algumas doenças que já estavam erradicadas no país, como o sarampo, os casos de caxumba aumentaram muito nos últimos meses.

Como não é uma doença de notificação compulsória, ou seja, as pessoas não são obrigadas a notificar o governo quando são diagnosticadas, é difícil para o Ministério da Saúde ter dados precisos sobre a incidência da caxumba, mas, nesse ano, em São Paulo, já foram registrados 37 casos comprovados e nove surtos. Esse número vem crescendo desde 2016.

Conhecida por deixar as “bochechas inchadas”, a caxumba, na maioria das vezes, é relacionada à crianças, mas também pode atingir os adultos. O atacante Richarlison, da Seleção Brasileira, por exemplo, foi diagnosticado com a doença e teve que se afastar das partidas da Copa América para se recuperar.

Segundo o médico infectologista Dr. Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a partir do ano 2000, a vacina Tríplice Viral, que combate caxumba, sarampo e rubéola passou a ter um reforço, aplicado geralmente 3 meses depois da primeira dose. Geralmente, os adultos que pegam caxumba só haviam tomado uma dose da vacina.

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“Antes de 2000 era aplicada apenas uma dose da vacina, que tinha uma eficácia de 76%. Provavelmente, os adultos que pegam caxumba foram vacinados antes da vacina ter duas doses e não receberam o reforço, por isso não estavam completamente protegidos. Mesmo assim, nesses casos os sintomas geralmente são mais fracos”, explicou.

Sintomas

A caxumba é causada pelo Paromyxovirus. A principal característica da doença é o aumento das glândulas parótidas, localizadas nas laterais do pescoço, abaixo das orelhas. Uma vez infectada, a pessoa adquire imunidade contra a doença pelo resto da vida.

Além disso, a doença também causa febre, dores de cabeça, mal estar e dificuldade ou para engolir devido ao inchaço. Os sintomas são os mesmos em crianças e adultos, mas, nos adultos, o risco de complicações é maior, como meningite, pancreatite e inflamações nos testículos e ovários – não causam esterilidade.

Transmissão

A caxumba é uma doença altamente contagiosa. O vírus é transmitido por via respiratória, no contato com a saliva de alguém contaminado. Depois do contato com o agente infeccioso, o surgimento dos sintomas pode demorar entre 14 e 21 dias.

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“Na caxumba, a pessoa contaminada pode transmitir o vírus durante o período de incubação, antes mesmo de desenvolver os sintomas”, explica Dr. Jean.

A pessoa contaminada deve permanecer em isolamento por 7 dias depois do início do inchaço das glândulas salivares. É importante também desinfetar os objetos contaminados com a saliva do contaminado, como talheres e copos.

Tratamento e vacina

Como acontece com a maioria das doenças virais, a caxumba não tem um tratamento específico. Em geral, são indicados apenas analgésicos e antiinflamatórios para controlar a febre e as dores.

A melhor maneira de se prevenir contra a doença é tomando a vacina Tríplice Viral, que combate também o sarampo e a rubéola. Ela deve ser aplicada em duas doses a partir dos 12 meses de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

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Quem tomou apenas uma dose da vacina, deve tomar a segunda para complementar a proteção, independentemente da idade. Pessoas entre 4 e 29 anos e idosos que não foram vacinados devem tomar as duas doses.

A vacinação é gratuita nos postos de saúde. Atualmente, o governo está fazendo alguns mutirões para aumentar o alcance da vacinação. Neste sábado (6) e na próxima sexta (12), quem ainda não é vacinado poderá se vacinar em um posto móvel na Estação Corinthians-Itaquera da Linha 3-Vermelha do metrô.

A vacina é completamente gratuita para todas as idades, só é necessária a apresentação do documento de identidade.

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