Adote as novas regras da alimentação e atualize o seu prato

Com o avanço de pesquisas, o conceito de alimentação saudável mudou; fique por dentro das novidades e atualize o prato

Manteiga ajuda na absorção de nutrientes
Foto: Getty Images


Sabia que agora a soja passou de mocinha a vilã? E que o salmão não faz tão bem como se pensava? Confira os novos conceitos de alimentos e coma melhor:

Soja
Uma lista feita recentemente pelo FDa, órgão americano que regula alimentos e remédios, indica que o grão pode causar problemas digestivos, hormonais e de tireoide. E mais: induzir o aparecimento de mais de 70 tipos de câncer. Evite o consumo do grão. o tipo fermentado, como o missô, é mais seguro para a saúde.

Carne vermelha

Adote as novas regras da alimentação e atualize o seu prato

Carne vermelha é rica em proteínas, vitaminas e minerais
Foto: Getty Images


Já faz tempo que os médicos nos aconselham a reduzir o consumo da carne vermelha, alegando que ela prejudica o sistema cardiovascular. No entanto, é inegável que se trata de um alimento rico em proteínas, vitaminas e minerais. Além disso, é fonte de coenzima Q10, ótima para o coração; ácido fólico, que mantém a integridade celular; e gordura monoinsaturada (pasmem!), capaz de elevar o bom colesterol.

“Mas só garantimos esses benefícios consumindo carne de gado que come pasto, pois ela fornece ômega 3, essencial à saúde”, diz Wilson Rondó Jr., autor do livro “Sinal Verde para a Carne Vermelha” (ed. Gaia). “O boi criado preso come ração à base de ômega 6, que em excesso causa doenças.”

Manteiga
o culto ao corpo magro aboliu a manteiga do nosso cardápio. Só que o alimento, além de deixar a comida mais saborosa, ajuda na absorção de nutrientes, como o cálcio e as vitaminas a, D, E e K, que precisam dela para se tornarem solúveis. No entanto, aqui vale a mesma regra da carne: é preciso consumir manteiga obtida a partir do leite do gado alimentado com pasto.

Óleo x banha
Substitua os óleos vegetais, como o de canola, milho, girassol e soja, fontes de gordura hidrogenada, pela banha de porco, de preferência orgânica. O alimento é fonte de gordura saturada, necessária ao bom funcionamento do nosso organismo, inclusive do cérebro. “Se não encontrar a banha, use óleo de coco no preparo dos pratos, um tipo saudável, que mantém as suas propriedades mesmo em altas temperaturas”, diz a nutricionista Andréia Naves.

Peixe

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Salmão consumido no Brasil é rico em ômega 6
Foto: Getty Images


Hoje, sardinha e pescada são os tipos mais saudáveis, e não pesam tanto no bolso. Já o salmão, melhor tirá-lo do prato. Isso porque o tipo que consumimos no Brasil é criado preso e alimentado com ração, o que torna a carne fonte de ômega 6. “O original, rico em ômega 3, praticamente não existe mais na natureza”, afirma Wilson Rondó Jr. A alimentação à base de ração, rica em grãos, aumenta a taxa de ômega 6 no organismo, comprometendo a saúde a longo prazo.

Orgânicos
Livres de agrotóxicos e outras substâncias químicas, frutas, verduras e legumes produzidos de forma sustentável são benéficos à saúde, pois concentram uma quantidade mais significativa de nutrientes. “Você paga mais por eles, mas, em compensação, vai economizar na farmácia”, resume Wilson Rondó Jr. A contaminação pela bactéria Escherichia coli, detectada recentemente em alguns vegetais na Alemanha, serve de alerta: é preciso higienizar com capricho qualquer tipo de alimento, independentemente do modo como é produzido.