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Viagem a Portugal: um roteiro nada óbvio para conhecer as terras lusitanas

Conheça um circuito fora do tradicional, que vai da serra ao mar, sem deixar de lado a faceta cultural da região

Por Isabella Marinelli - Atualizado em 28 out 2016, 12h32 - Publicado em 5 out 2016, 14h29

Berço dos nossos descobridores, Portugal tem muito mais a oferecer do que passado. Por lá, é bonito de se ver o fino equilíbrio entre história e presente, sem perder o gosto pela cultura ou o olhar para o futuro. E os turistas parecem cada vez mais interessados em apreciar o que essa terra tem de tão especial. Em 2015, segundo o Instituto Nacional de Estatística do país, mais de 17 milhões de estrangeiros desembarcaram à procura das belezas lusitanas.

Mas engana-se quem pensa que as atrações resumem-se ao eixo Lisboa – Cascais – Fátima e Porto. Apesar de famosas, essas são apenas algumas das opções a serem exploradas. Aqui, você confere um guia de viagem para fugir do tradicional e conhecer novas facetas do país.

Serra da Estrela – 3 dias

A primeira parada de CLAUDIA em Portugal foi em Manteigas, cidade que fica no coração da Serra da Estrela. Pousamos em Porto, vindos de um voo direto de São Paulo, e percorremos cerca de 200 km até começar a ver a exuberante paisagem natural da região. O trajeto foi feito de carro em uma ótima estrada, com direito a parada para fotos e petiscos. Demorou cerca de 2h e meia, 3 horas. 

Isabella Marinelli/CLAUDIA
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No caminho, é possível observar a mudança na vegetação. Vinhas cedem lugar às árvores de grande porte, que cedem lugar a um mato rasteiro e dourado. Esse tom, aliás, somado às rochas, ditam o clima e o visual da serra. 

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Prepare-se para caminhadas com um céu azul exuberante, aquele pôr-do-sol de tirar o fôlego, flores cor de laranja pincelando a paisagem e, possivelmente, o ar mais puro que já respirou em toda sua vida. Não à toa, a região é um dos principais destinos de bem-estar de Portugal. Antigamente, Serra da Estrela era procurada por tuberculosos, que migravam para o alto das montanhas em busca da cura. Das varandas das casas de pedra, inspiravam e expiravam pela melhora dos pulmões.

Dica esperta: Aproveite a estadia, ainda, para conhecer o delicioso queijo da Serra e a incrível fábrica da Burel, tecido feltrado típico da região. 

Saindo de Manteigas, de carro, é possível visitar todas as pequenas vilas próximas. 

O que vale a pena?

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Castelo Novo

Aldeias Históricas
Aldeias Históricas

Uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal, Castelo Novo é um convite para voltar ao período medieval. Espere ruas estreitas, feitas de pedra, e casinhas com portas coloridas. A cidade foi construída em um anfiteatro natural e, além da praça principal, do Concelho, também vale a pena visitar o castelo (tem uma vista incrível!) e a lagariça – conjunto de pias onde era feito o vinho e o azeite.

Belmonte

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Rota para Castelo Novo, Belmonte é o berço de Pedro Álvares Cabral. Um lugar adorável, de ruas floridas e tranquilas. Separe uma hora para conhecer também o castelo da família, o Museu dos Descobrimentos e o Museu Judaico de Belmonte, um dos maiores da Europa.

Covilhã

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Instalação da New Hand Lab

Conhecida pela Ponte da Ribeira, estrutura moderna que risca o Vale da Carpinteira, de autoria do arquiteto João Carrilho da Graça e do Engenheiro Adão Fonseca, Covilhã tem uma forte tradição de lanifícios. Quando passar por lá, não deixe de conhecer o New Hand Lab, espaço colaborativo de arte em torno da lã.

AVEIRO – 3 dias

Saindo de Serra da Estrela, são 150 km até Aveiro. A cidade colorida, que leva o mesmo nome do distrito, carrega a cultura da pesca e das delícias culinárias. É verdade que é conhecida como “Veneza portuguesa”, mas está bem longe disso. Diferentemente da prima italiana, é dona de uma aura vibrante e troca o romance por boemia.

Isabella Marinelli/CLAUDIA
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No passado, os moliceiros (foto) eram usados para recolher o moliço – alga capaz de fertilizar plantações. Hoje, levam os turistas pelas “rias de Aveiro”. #Glossário: as rias são braços de mar.

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À esquerda, Museu da Arte Nova de Aveiro.

É um destino delicioso para quem gosta de se aventurar a pé, com pausas para um vinho e momentos de contemplação diante nas paredes azulejadas – que deram a Aveiro a conotação de museu a céu aberto, inclusive.

Vale a pena ir: Costa Nova

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Apenas quinze minutos de carro e você chegará em Costa Nova. Os mais atléticos podem ir de bicicleta. Como o nome adianta, trata-se de uma região (superfotogênica) de praia.

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Quando no Mercado do Peixe, passe também pelas bancas de frutas.

Há quem recomende apenas o pôr-do-sol, mas não leve tão a sério. O dia pode ser bem aproveitado com os pés na areia, em visitas ao farol, às lojinhas e ao mercado do peixe – por lá, procure pela dona Celeste, a mais antiga comerciante do estabelecimento. Na volta, tire um tempo para conhecer o Museu Marítimo de Ílhavo, que apesar do visual moderno, faz um panorama histórico da pesca do Bacalhau.

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