Vereador faz ex-esposa comer terra e é preso por agressão

Guilherme Prócida agrediu e torturou a ex-esposa após ela descobrir que havia sido traída por ele.

Foi condenado a 3 meses e 18 dias de prisão o vereador Guilherme Prócida (PSDB), nessa segunda-feira (13). O político exercia seu cargo em Mongaguá, litoral de São Paulo. A condenação se deu pela agressão à ex-esposa, uma professora de Educação Física, informa o G1.

A ex-mulher foi vítima de socos no rosto e na cabeça, puxões de cabelo e foi arrastada pela casa. Além disso, o vereador também a obrigou a comer terra. Tudo isso ocorreu depois de uma discussão, após a vítima descobrir que estava sendo traída pelo político. As agressões ocorreram na véspera do Natal em 2011.

A violência ocorreu dentro de casa. Ela disse que contaria a todos sobre a vida promíscua que o vereador possuía, o que desencadeou a agressão. A ex-esposa foi, então, arrastada pela escada.

Segundo a advogada Cristina Yoshiko Saito, o vereador chegou a fazer a vítima ingerir plantas. “Ele disse que ela tinha que comer terra para parar de falar as coisas. Depois disso, a ex-mulher saiu da cidade ameaçada e escorraçada. Ela decidiu por registrar o caso na polícia e continuar com a ação em seguida”, contou.

Durante o processo jurídico, a vítima chegou a ser ameaçada de morte por e-mails, caso prosseguisse com a denúncia. Após o ocorrido, a ex-eposa do vereador optou pela separação e se mudou para o interior do estado.

A advogada conta que a vítima achou a pena pequena para o tanto de danos causados, sejam psicológicos, sejam físicos. “Vamos verificar se entramos com uma ação de danos morais para indenização”, disse Saito.

O vereador Guilherme Prócida é filho do prefeito de Mongaguá, Artur Parada Prócida (PSDB). A defesa de Guilherme, ministrada pelo advogado Eugênio Malavasi, afirma que o acusado é inocente.

 

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