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Solidão pode ser mortal para idosos, dizem estudos

Idosos solitários têm mais dificuldade para executar tarefas diárias, maior risco de depressão, declínio cognitivo, entre outros problemas

Por Da Redação 10 jan 2017, 17h00

Manter-se solitário pode ser um veneno para a longevidade; a boa notícia é que cultivar amizades – e companhias que não pertencem necessariamente à família – na velhice é o antídoto perfeito. A jornalista do jornal norte-americano The New York Times Paula Span, responsável pela página The New Old Age (algo como “a nova terceira idade”), acompanhou pessoas que fizeram novas amizades durante a velhice. Ela observou que esses idosos, embora sofram com as perdas, são gratos pela capacidade de compartilhar valores e interesses, compreensão e confiança. Os idosos solitários também têm mais dificuldade para executar atividades diárias, apontou amplo estudo da Universidade da Califórnia.

Os pesquisadores acompanharam 1 600 pacientes, com idade média de 71 anos, sendo que os solitários exibiam uma taxa de moralidade mais elevada, mesmo quando foram considerados fatores socioeconômicos e de saúde. Em seis anos, 23% dentre os mais solitários morreram, enquanto 14% dos que não eram solitários faleceram no período. Outros estudos mostram que a solidão também é capaz de representar riscos de depressão, declínio cognitivo, doenças arteriais, aumento da pressão sanguínea e comportamentos de risco como fumo e falta de atividades físicas.

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Idosos podem desenvolver novas habilidades de relacionamento. “Eles são bastante tolerantes às imperfeições e manias dos outros, mais do que jovens”, defendeu a professora de desenvolvimento humano Rosemary Blieszner à jornalista do Times. Em suas observações, Span notou benefícios na convivência entre idosos em casas de repouso ou comunidades, onde podem fazer novas amizades e compartilhar atividades.

A psicóloga da Universidade de Stanford Laura Carstensen, ouvida por Span, defende que a forma como priorizamos amizades pode mudar. Ela desenvolveu uma teoria chamada “seletividade socioemocional”: conforme as pessoas sentem que não tem mais tanto tempo pela frente, desenvolvem relacionamentos superficiais para se concentrar naqueles que consideram mais significativos – investindo nas conexões que ainda restam.

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