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Seleção Feminina dos EUA protesta por salário igual ao dos homens

Além de todo o apoio que receberam de torcedores nas redes sociais, o presidente da federação pediu desculpas após o protesto

Por Da Redação 12 mar 2020, 13h21

Os comentários absurdos dos dirigentes da Seleção Americana de Futebol Feminino (U.S. Soccer) sobre a desigualdade salarial teve mais uma reação vinda das jogadoras do time USWNT (U.S. Womans National Team), que processou a Federação em março do ano passado por discriminação de gênero.

Os argumentos da federação para justificar a diferença salarial entre jogadores e jogadoras foram revelados na última terça-feira (10), e diziam que elas não mereciam o mesmo salário que os homens. A U.S. Soccer argumentou que há “diferenças biológicas” que provam que a equipe masculina “exige um nível mais alto de habilidade, baseado em velocidade e força” e “o trabalho de uma equipe nacional masculina carrega mais responsabilidade no futebol americano do que o trabalho da seleção nacional feminina”.

Mas as jogadoras tinham algo a dizer e também agiram sobre os “argumentos”. Nessa quarta-feira (11), elas jogaram no campeonato She Believes Cup, e usaram as camisetas do avesso em protesto durante o Hino Nacional Americano, escondendo a crista do futebol que estampa o uniforme.

“Nós só queríamos fazer algo em equipe para mostrar a solidariedade não apenas a nós mesmas, mas a todas as garotinhas para as quais palavras foram ditas e aos meninos e mulheres por aí que também foram informados de que são menores apenas porque serem quem são”, disse a jogadora Megan Rapione ao The Guardian.

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As quatro estrelas que representam os títulos da Copa do Mundo ainda apareciam mesmo com a camiseta do avesso. Mas isso não as impediu de passar a importante mensagem. “Sempre sentimos que a coisa mais importante e mais poderosa é jogar”, continuou Rapinoe.

“O que fazemos no campo, acho que é o mais poderoso e inspirador, por isso, na verdade, a única coisa que foi verdadeiramente visível foram nossas realizações, as estrelas no topo, de modo que isso foi um pequeno bônus não intencional. Mas nós apenas queríamos para mostrar que esse tipo de retórica é obviamente muito inaceitável. Eu sei que estamos em uma luta contenciosa, mas que ultrapassou completamente os limites”, completou a jogadora.

E a ação das jogadoras gerou uma reação. Além de todo o apoio que receberam de torcedores nas redes sociais, o presidente da organização Carlos Cordeiro pediu desculpas através de um comunicado enviado a ESPN. “Em nome da U.S. Soccer, sinceramente peço desculpas pela ofensa e dor causadas pela linguagem no processo judicial desta semana, que não refletiu os valores da nossa Federação ou nossa tremenda admiração pela seleção feminina. Nossos jogadores do WNT são incrivelmente talentosos e trabalham incansavelmente, como demonstraram repetidamente desde as medalhas de ouro olímpicas até os títulos da Copa do Mundo”, dizia a nota.

Além disso, Carlos Cordeiro disse estar acionando novos advogados. “Eu deixei claro para a nossa equipe jurídica que, mesmo quando debatemos fatos e números no desenrolar deste caso, devemos fazê-lo com o máximo respeito, não apenas pelas jogadoras da Seleção Nacional Feminina, mas por todas as mulheres e atletas de todo o mundo. Como fazemos, continuaremos trabalhando para resolver esse processo no melhor interesse de todos os envolvidos “, completou.

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