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Paul McCartney admite ter ficado depressivo com o fim dos Beatles

O ícone chegou a abusar do álcool para se livrar do “choque”

Por Ana Paula Machado (colaboradora) Atualizado em 28 out 2016, 20h39 - Publicado em 24 Maio 2016, 14h13

É fácil de imaginar a tristeza e o sentimento de negação que tomou milhões de fãs ao redor do mundo quando os Beatles anunciaram seu fim em 1970. Mas o que teria passado pela cabeça dos quatro integrantes daquela que seria a maior banda de todos os tempos? Paul McCartney admitiu que foi difícil superar o fim do grupo e chegou a ficar depressivo e abusar do álcool para se livrar da sensação de vazio. A revelação foi feita durante a recente entrevista ao jornalista John Wilson, apresentador do programa Masterapes, da rádio BBC4. “Era tudo o que eu conhecia musicalmente. De repente, eu não estava em mais nada”, disse sobre o que chamou de “choque”. “Foi difícil saber o que fazer depois dos Beatles. Como seguir adiante? Eu estava deprimido. Você também estaria. Eu estava rompendo com meus amigos da vida inteira. Então, apelei para o álcool. Foi bom no começo, depois percebi que não estava mais me divertindo”, explicou.

Com a possibilidade de não continuar mais no mundo da música, Paul seguiu em frente com o apoio da esposa Linda, com quem também formou a banda Wings. “Éramos terríveis. Não éramos um bom grupo. As pessoas falavam ‘Linda não sabe tocar teclado’ e era verdade”, contou, acrescentando que John Lennon também não sabia tocar guitarra no começo da carreira. “Mas era uma tentativa de voltar ao quarteto”.

A entrevista na íntegra vai ao ar na manhã do sábado, 28 de maio. Confira o vídeo da gravação disponibilizado pela BBC:

 

 

 

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