Monica conta que se casaria no ano que vem com Marielle

Viúva da vereadora assassinada falou ao "Fantástico"

A arquiteta Monica Tereza Benício, companheira de Marielle Franco, declarou ao “Fantástico“, da TV Globo, que falou com Marielle poucos minutos antes do assassinato, na quarta-feira. A vereadora escreveu para ela quando estava no carro, de saída do evento na Casa das Pretas. “Precisa que leve alguma coisa?”, perguntou. Monica disse que não _e imaginou que Marielle chegaria antes dela em casa.

Como Marielle não chegava, Monica ligou para ela. “Liguei mais de vinte vezes.” Algum tempo depois, uma amiga telefonou dizendo para que atendesse uma colega que estava na porta. Percebeu que seria má notícia. “Quando abri o portao e vi a cara dela…” “Você precisa ser forte, a Marielle morreu.”

“Eu ainda não consigo acreditar que ela não vai voltar para casa”, disse Monica no desabafo.

Doze anos de relacionamento

“Desde o primeiro momento em que eu a vi, tivemos uma empatia muito grande.” Moravam juntas havia um ano e meio. “Tudo a gente foi construindo aos poucos. Uma hora comprava o tapete, na outra outro objeto.”

“Ela [Marielle] tinha um rotina muito dura, então eu queria que fosse agradável quando chegasse em casa”, contou Monica, que chorou bastante durante a entrevista.

Disse que Marielle estava “feliz e despreocupada”. Elas planejavam o casamento para o ano que vem.

A vereadora Marielle Franco, do PSOL, defensdora dos direitos humanos, foi assassinada a tiros na noite de quarta-feira, no Rio. O caso ainda está sendo investigado. Além dela, o motorista que a levava, Anderson Gomes, também morreu.

Sobre Monica, Marielle costumava dizer: “Minha companheira de vida e amor, a primeira mulher que beijei.”

As duas apareciam juntas em fotos no Instagram, boa parte delas sob a hashtag “#NossasFamíliasExistem”.

 

Em agosto, em plenária que votou um projeto de lei de autoria da parlamentar pela instituição do Dia da Visibilidade Lésbica no Rio de Janeiro, Marielle fez um duro discurso sobre a responsabilidade da Câmara dos Vereadores na defesa dos direitos LGBT. O projeto foi reprovado por 2 votos de diferença. E, de acordo com uma assessora técnica da Câmara que à época preferiu não se identificar, “nenhum outro projeto de celebração à vida LGBT chegou tão longe quanto esse”.

Familiares

Os pais de Marielle, a irmã, Anielle, e a filha, Luyara, foram ouvidos pela reportagem. “Não tem como você dimensionar a dor de uma mãe”. “Só tinha uma maneira de calar a Marielle: fazer o que ele fizeram. Se não, ela chegaria muito mais longe”, disse o pai, Antônio. “Chamar minha filha de bandida que defende bandido é inadmissível”, disse a mãe, Marinete, sobre a onda de comentários de ódio na internet. “Mas temos formação católica, não queremos o mal para combater o mal, só justiça”, completou a mãe.

A viúva do motorista Anderson Gomes, Agatha Arnaus, também falou ao programa. “Nossa rocha de casa era ele”, declarou.

LEIA MAIS: A viúva de Marielle

+ Sobreviver é muito cruel, diz assessora de Marielle

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