Menina de 11 anos é uma das mais jovens vítimas de pornô de vingança

Do total de 131 casos registrados de compartilhamento de fotos íntimas sem o consentimento da vítima, 25 eram crianças

Uma menina de 11 anos de idade se tornou uma das vítimas mais novas do ‘pornô de revanche’ (divulgação de fotos, vídeos ou áudios íntimos sem consentimento), de acordo com a polícia do Reino Unido. Ela está entre os 25 menores de 16 anos que tiveram imagens íntimas compartilhadas nas redes.

Segundo informações da polícia escocesa, 25 dos 131 casos deste tipo de pornografia envolviam crianças e outros 16 tinham como vítimas jovens de 16 a 19 anos. Deste total, 115 vítimas eram do sexo feminino.

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Em 2017, foi estabelecida uma lei que torna o ‘pornô de revanche’ crime no Reino Unido. De acordo com a polícia, 43 casos de compartilhamento de fotos íntimas de menores foram denunciados, entre julho daquele ano e julho de 2018. Neste ano, no mesmo período, foram 35 denúncias registradas.

Além disso, 26 pessoas foram ameaçadas de terem suas fotos íntimas expostas na Internet em 2018. No ano seguinte, o número cresceu para 27.

O chefe-executivo da ‘Rape Crisis Scotland’, Sandy Brindley, informou ao Daily Mail que muitas mulheres sofrem pressão de seus companheiros para enviar a eles imagens íntimas de si mesmas.

“Às vezes, elas compartilham uma foto como uma resposta a essa pressão implacável, para depois descobrir que [a foto] foi enviada para toda a escola. Isso causa um estresse significativo e, em algumas ocasiões, fez com que algumas garotas mudassem de escola”, alega Brindley. “É um crime sério que tem consequências significantes.”

Configurada quando há o compartilhamento de imagens íntimas sem o consentimento da vítima, a pornografia de vingança é um crime virtual que afeta principalmente as mulheres. No Brasil, essa prática é tipificada na legislação desde o ano passado e as penas podem variar de seis meses a cinco anos.

Diferentes relatos de crimes cibernéticos contra mulheres foram publicados por CLAUDIA em julho deste ano. Além da pornografia, estupro virtual e cyberstalking (perseguição pela internet) são algumas das maneiras como os homens estão usando a internet para violentar mulheres.

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