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Homem morre ao defender o filho de assalto à mão armada

O menino de 10 anos presenciou toda a cena em um bar no Rio de Janeiro

Por Da Redação 27 set 2018, 15h19

Ao tentar defender seu filho de dez anos de um assalto à mão armada, o chefe de cozinha Francisco Vilamar Peres, 49 anos, acabou baleado e morreu na Zona Norte do Rio de Janeiro. A tragédia aconteceu em um bar localizado no Rio Comprido, na quarta-feira (26), e o menino presenciou toda a cena.

Esposa da vítima, Conceição Veras dos Santos, diz que criminoso apontou uma arma para a cabeça do filho do casal, exigindo o celular. O pai reagi e, em seguida, foi atingido no rosto.

“Meu filho estava com celular na mão, jogando, quando chegou o bandido e apontou a arma para a cabeça dele. E mandou: ‘Passa o celular para cá, se você não me der, eu atiro'”, conta Conceição. “E aí foi quando meu esposo reagiu. Bandido foi e atirou. A gente fala que nunca vai acontecer com a família da gente, mas um dia ela chega, né?”

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A viúva também criticou a segurança do país.”Para mim é um absurdo. E as autoridades que estão lá em cima poderiam ver mais por nós que estamos aqui embaixo. Afinal de contas, eles estão lá porque a gente também coloca eles lá”, disse.

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Depois de ser baleado, Francisco foi levado por policiais para o Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio de Janeiro. A vítima ficou no corredor de emergência, mesmo com o ferimento gravíssimo. Quatro horas depois, segundo outra filha do casal, o hospital comunicou a morte de seu pai.

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Em nota, a direção do hospital informou que Francisco deu entrada às 22h04 e foi atendido pela cirurgia geral, seguindo o estabelecido pelo protocolo de trauma. Confira:

Naquele momento, a prioridade era a estabilização do quadro clínico, tendo em vista que as vias aéreas (sistema respiratório) estavam obstruídas por grande quantidade de sangue e o quadro era gravíssimo, inviabilizando naquele momento uma intervenção neurocirúrgica. O paciente foi entubado, e todos os procedimentos indicados foram realizados, porém ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. As manobras de ressuscitação foram tentadas, sem sucesso, e o óbito foi constatado à 1h24″, emendou. Todo o atendimento foi feito na Sala de Trauma, ambiente da Emergência adequado para esses procedimentos e onde o paciente é permanentemente assistido.

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