Grupo Mulheres do Brasil realiza encontro com presidenciáveis

Candidatas e candidatos responderam à sabatina conduzida por Luiza Trajano e convidadas

Aconteceu em São Paulo, nesta quinta-feira (16), um encontro entre alguns candidatos a presidência e o Grupo Mulheres do Brasil. Realizado em um teatro da cidade, o evento foi liderado pela empresária Luiza Helenta Trajano e dividido em três momentos.  Primeiro, Luiza Trajano fez umas séries de perguntas para os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede), João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Podemos) e Vera Lúcia (PSTU); que tiveram dois minutos para cada resposta.

Depois, foram sorteados sete temas entre os candidatos, com direito a três minutos para responder. Estavam entre os assuntos abordados para que fossem apresentadas as ideias ou propostas que os políticos eventualmente já tenham, a inserção das mulheres em cargos estratégicos e geração de empregos, feminicídio e violência, desigualdade racial, saúde pública e ajuste fiscal. Por fim, todos tiveram mais dois minutos para considerações finais.

Luiza Trajano, em pé, abre encontro do Grupo Mulheres do Brasil com presidenciáveis.

Luiza Trajano, em pé, abre encontro do Grupo Mulheres do Brasil com presidenciáveis. (Divulgação/Reprodução)

Mercado de trabalho para elas

A criação de oportunidades e condições para uma participação mais ativa no mercado de trabalho para mulheres foi um ponto questionado a todos os candidatos.

Marina Silva, primeira a falar, afirmou que a mulher vive em situação de grave injustiça não apenas por receberem salários menores, mas pela violência contra ela. Disse ainda que, se eleita, pretende criar condições de igualdade com educação, inclusão produtiva e assistência técnica para seus próprios negócios. Sobre o mesmo tópico, Vera Lucia defendeu a união entre homens e mulheres na luta contra a exploração de trabalhadores.

Álvaro Dias lembrou que o país precisa adotar efetivamente uma pauta de protagonismo para mulher. O que incluiria, caso ele fosse eleito, a nomeação de alguém do sexo feminino para liderar a Secretaria Nacional de Política para Mulheres e também uma melhor gestão da pasta. Ciro Gomes, ao mencionar o empoderamento feminino como objetivo, prometeu creches em período integral para todas as vagas mapeadas.

Henrique Meirelles destacou a disparidade entre a carga horária das mulheres, que estatisticamente trabalham em média 3 horas a mais que homens, e remunerações menores recebidas por elas, em média quase 30% menos que o salário de funcionários do sexo masculino. Assegurou que, se eleito, nomeará mulheres para, no mínimo, 30% dos cargos de conselho das empresas estatais.

Geraldo Alckmin defendeu a ausência de distinção entre homens e mulheres e disse que, em primeiro lugar, pretende defender a vida delas. João Amoêdo também falou em investimentos em creches como meio para dar condições às mulheres que tem filhos e hoje não conseguem estar no mercado de trabalho de forma mais ativa, em função da dupla jornada.

Plateia atenta em evento realizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, para ouvir candidatos à presidência.

Plateia atenta em evento realizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, para ouvir candidatos à presidência. (Divulgação/Reprodução)

Pelo protagonismo feminino

O Grupo Mulheres do Brasil foi fundado em 2013 por 40 executivas de diversos segmentos, com o propósito de engajar e estimular a sociedade a pensar em temas fundamentais para o protagonismo feminino. O projeto é apartidário e atualmente trabalha  com comitês focados em pautas como combate à violência, igualdade racial e inserção de refugiados, entre outras.

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