Glória Maria conta detalhes de sua viagem com as filhas na Patagônia argentina

A apresentadora Glória Maria conta como foi levar as filhas Laura e Maria, de 7 e 8 anos, respectivamente, para conhecer Ushuaia, a cidade mais ao sul do planeta, na Patagônia argentina. A aventura incluiu pinguins, leões-marinhos, neve e muitas memórias

“Vivo no Rio de Janeiro, uma cidade agitada, mas faço questão de que minhas filhas, Maria e Laura, tenham contato com a natureza. Quero que elas se aproximem do que é real e não vivam só esse mundo plastificado. Por isso, este ano, entramos as três em um avião rumo à Patagônia argentina. Sabia que seria uma viagem para tocar o coração e o espírito das pequenas – e que não faltariam aprendizados. Normalmente, quando viajamos, vamos para lugares onde já estive, mas dessa vez meu olhar seria tão fresco e curioso quanto o delas, já que eu só conhecia o lado chileno daquela região.

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O lago escondido . Ushuaia . Patagônia

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Cenários de Ushuaia.

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A Patagônia é um lugar lindo, com animais diferentes e uma paisagem incrível. Acho que qualquer criança a partir dos 4 anos pode aproveitar. Afinal, quem não se encanta ao ver pinguins e leões-marinhos de pertinho? Sete dias é suficiente. Acrescentaria mais cinco no caso de incluir o lado chileno. Saímos do Rio em direção a Buenos Aires e, dali, seguimos para Ushuaia em outro voo. Apesar de ser verão, lá faz muito frio. A temperatura mais alta que pegamos foi 10oC, mas a maior parte do tempo ficava entre 5oC e 6oC, ou seja, bem gelado! Como aqui está sempre quente, o clima por si só já é um atrativo para as crianças. Apesar de ter levado roupas de inverno, acabei comprando peças mais pesadas lá. A Maria é muito friorenta e cheguei a pensar que isso seria um problema, mas ela estava sempre tão envolvida com as cores e com a natureza que as baixas temperaturas não incomodaram.

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Patagônia . Na ilha dos Pinguins.

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Viajar é aprender. Aula no museu. Patagônia .

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O passeio à Ilha dos Pinguins, ou Pinguinera, foi um dos mais impressionantes. O trajeto de barco do porto da cidade até lá demora cerca de uma hora, e é possível escolher entre sair de manhã ou à tarde. Imaginei que veríamos bichos de perto, mas não de tão perto. Conforme íamos caminhando, os pinguins cruzavam a nossa frente e tínhamos que cuidar para não pisar neles. A fim de preservar o habitat, só grupos pequenos são autorizados a visitar essa ilha e não se pode falar alto. A Maria, que é mais medrosa, ficou assustada no início. Dava para tocar neles! Já a Laura abaixava para conversar com os bichinhos. Fiquei emocionada, claro.

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Na ilha dos Pinguins. Patagônia .

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No dia seguinte, fomos à ilha dos leões-marinhos. As meninas nunca tinham visto esses animais, nem em fotografia. Então virou uma festa. Até hoje elas pedem para voltar. Em outro passeio, pegamos um trem que segue a chamada “linha do fim do mundo”. Por uma hora, da janela, observamos regiões pouco habitadas cobertas por neve até chegarmos à estação com a famosa placa ‘fin del mundo’. Ushuaia é a cidade mais austral do planeta, a última ao sul do continente – antes da viagem, havia mostrado um mapa para as meninas saberem aonde iríamos.

Todo dia fazíamos pelo menos uma trilha para conhecer o entorno. Imperdível também é o passeio em um carro 4×4 para ver os lagos. No final, paramos em uma fazendinha onde almoçamos e as meninas andaram a cavalo. Algumas atrações podem ser combinadas no próprio hotel, outras só nas agências de turismo locais, mas dá para fechar na hora mesmo.

Ficamos hospedadas no Arakur, que fica no topo de uma montanha. A piscina tem borda infinita e dali é possível avistar boa parte da cidade. O spa também é incrível. Durante a noite, não tem muito agito nem no centro da cidade. Saímos para jantar, mas também fizemos muitas refeições no hotel, que é mais prático quando se está com crianças. A comida é maravilhosa. Pela proximidade com o mar, tem muito peixe no cardápio, mas, como estávamos na Argentina, carnes não faltaram, claro. As meninas amaram as sobremesas, todas com bastante doce de leite, tradicional por lá.

Quando voltamos, Maria e Laura precisaram fazer um diário sobre o feriado para a escola e relataram com encantamento o fato de terem chegado perto dos animais e da natureza, de tudo ser tão belo e do ritmo diferente da correria em que vivemos normalmente. Essa viagem tem mesmo outro tempo: você relaxa, não fica naquela angústia de ter que se apressar para fazer tudo, ver tudo. Para crianças, o bacana é que dá para descansar entre os passeios. Além disso, o lugar transmite uma tranquilidade que eu havia experimentado em poucos destinos – e olha que já viajei muito. Não tem tumulto nem trânsito. É inesquecível. Poder proporcionar esse prazer a elas e ver a alegria nos rostinhos ao vivenciarem aquilo foi um grande presente para mim como mãe.”