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Deslizamento de terra mata mais de 200 pessoas na Colômbia

Mais de 2 mil vítimas dormem em abrigos temporários. Avalanche aconteceu na cidade de Mocoa, ao sul do país, após o transbordamento de três rios

Por Beatriz Koch 2 abr 2017, 13h36

Acidente na cidade de Mocoa, ao sul da Colômbia, matou até agora 254 pessoas e deixou outras 400 feridas. As informações foram divulgadas na manhã deste domingo (2), pela Cruz Vermelha Colombians ao Canal Institucional. Com o objetivo de facilitar as operações de resgate, o presidente Juan Manuel Santos declarou estado de calamidade na cidade e anunciou uma conta bancária para receber doações para as vítimas.

Segundo Carlos Iván Márquez, diretor da agência nacional de desastres da Colômbia, três rios (Mocoa, Sangoyaco e Mulatos) transbordaram em torno da meia-noite de sexta-feira (31), tomando de surpresa os moradores nas primeiras horas de sábado (1). Mais de 2 mil vítimas dormem em abrigos temporários, porque tiveram suas casas inundadas – e porque ainda temem uma nova avalanche.

Com o apoio de socorristas da defesa civil, militares e bombeiros, as buscas por pessoas desaparecidas  continua. Estima-se que essa seja a pior tragédia já registrada no país. Casas foram demolidas, árvores arrancadas e carros arrastados, bloqueando vias usadas pela população. Boa parte da cidade de Mocoa, que tem 42 mil habitantes e faz fronteira com o Equador, está submersa em lama, sem alimentação nem água.

Líderes de vários países, incluindo Venezuela, Peru, França e Brasil, já enviaram condolências à Colômbia. O Papa Francisco também se pronunciou, dizendo estar “profundamente magoado” com as notícias sobre a tragédia. Devido a quantidade de vítimas, foi instalado um necrotério improvisado na periferia da cidade.

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