Brasileira é campeã da Olimpíada Mundial de Engenharia Nuclear

Alice Cunha, de 25 anos, está no último ano de engenharia nuclear na UFRJ

As mulheres têm duas características que são essenciais para quem trabalha com e engenharia e tecnologia: alto de grau de concentração e atenção aos detalhes. E, sem dúvida, esses fatores ajudaram a carioca Alice Cunha da Silva a dar um grande passo na sua carreira.

A estudante, de 25 anos, venceu, nesta quinta-feira (18), a “Olimpíada Nuclear”, competição mundial de universitários promovida pela World Nuclear University, após a disputa com outros quatro finalistas, em apresentação na sede da Agência Internacional de Energia Atômica, na Áustria.

Até chegar na final, Alice, que foi a única candidata mulher, passou por várias etapas. Primeiro, produziu um vídeo que mostra como a energia nuclear pode salvar vidas. Nas cenas, é possível entender como os radiofármacos, remédios que podem ser ingeridos ou inalados pelo pacientes, são capazes de se concentra em regiões isoladas e afetadas do corpo. Isso ajuda no diagnóstico mais preciso das doenças, já que com uma câmera especial que detecta radiação, os médicos podem ter uma imagem melhor de alguns órgãos.

Depois disso, a jovem enfrentou uma triagem com os juízes da competição– que analisaram conteúdo, criatividade e relevância do tema – e, também, foi avaliado o número de acessos que o vídeo teve no YouTube. Na última rodada, que foi aconteceu semana, os candidatos precisaram escrever uma dissertação sobre um tema ligado à área da energia nuclear.

Alice, que teve a passagem de ida e volta paga pela WNU, levou o troféu e vai ter seu trabalho divulgado pela entidade durante todo o ano de 2016.