Beyoncé levou ao VMA mães que tiveram seus filhos – jovens negros – assassinados

Gwen Carr, Lesley McSpadden, Wanda Johnson e Sybrina Fulton estão à frente do movimento americano contra a truculência policial "Black Lives Matter"

A cantora norte-americana Beyoncé chamou a atenção do público não só por entrar de mãos dadas com sua filha, Blue Ivy, no red carpet da última edição do MTV Video Music Awards, neste último domingo (28). 

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A principal vencedora do ano na premiação – que ganhou 7 das 11 categorias que fora indicada – levou consigo quatro convidadas de honra que têm em comum uma dolorosa trajetória: são mães de jovens negros assassinados pela truculência policial americana, entre os anos de 2008 a 2014.   

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Gwen Carr, mãe de Eric Garner; Lesley McSpadden, mãe de Michael Brown; Wanda Johnson, mãe de Oscar Grant e Sybrina Fulton, mãe de Trayvon Martin, também tiveram a oportunidade de falar sobre a dor da perda prematura e injusta em um dos clipes do mais novo álbum da cantora, “Lemonade”. No vídeo, lágrimas escorrem do rosto dessas mulheres enquanto revisitam suas duras lembranças, segurando retratos de seus filhos. 

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Quatro vidas com apenas um fim

Michael Brown, de 18 anos, faleceu após ser alvejado por um policial, no município de Ferguson, periferia de St. Louis, Missouri, em agosto de 2014. O jovem não estava portando armas, tampouco possuía alguma antecedente criminal. A truculência da ação levou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a realizar uma declaração pública prestando condolências e apoio aos familiares dias depois. 

Trayvon Martin. de 17 anos, morreu após ter sido alvo em um tiroteio provocado por George Zimmerman, segurança de um condomínio na cidade de Sanford, Flórida, em fevereiro de 2012. Segundo informações divulgadas pela investigação, o garoto não portava armas. George foi à julgamento em 2013 e acabou inocentado das acusações de assassinato e homicídio culposo. 

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Os pais do jovem Trayvon Martin, Tracy Martin e Sybrina Fulton, durante protesto no bairro nova-iorquino Union Square após o assassinato do filho. 

Eric Garner faleceu em julho de 2014, no distrito nova-iorquino de Staten Island, após ter sido estrangulado por oficiais da polícia. Antes de ser detido, Eric chegou a repetir onze vezes que “não conseguia respirar”, no momento em que estava deitado de bruços na calçada até perder completamente a consciência. Alguns dos policiais acreditaram que ele estava vendendo cigarros soltos pelas ruas de Nova Iorque, prática proibida legalmente e contestada posteriormente pelos que estavam presentes e acompanharam a abordagem. 

Oscar Grant III morreu após ter sido alvejado por policiais em uma estação de metrô do município californiano de Oakland, no 1º dia de 2009, durante as comemorações de Ano Novo. Tudo começou com o que parecia uma ocorrência comum nesta época do ano, houve uma briga em um dos vagões e os oficiais intervieram. Foi então que o jovem, que estava com seus amigos, foi apontado como suspeito e obrigado a sentar-se no chão. Apenas Oscar foi alvo dos tiros disparados pela polícia.