Ator denuncia homofobia após ser agredido por motorista de ônibus em SP

O jovem foi agredido na manhã deste sábado (7) na Zona Leste de São Paulo

Durante a manhã deste sábado (7), o ator Marcello Santanna (23) foi agredido pelo motorista de um ônibus na Cidade Líder, na Zona Leste de São Paulo. A agressão ocorreu depois que o ator deu “selinhos” em um outro rapaz dentro do transporte.

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Segundo relato em suas redes sociais, Marcello afirma que o motorista parou o ônibus e gritou para ele sair do veículo. “Me recusei [a descer], disse que tinha pago e perguntei qual seria o motivo pra gente sair. Ele, então, levantou, e na mesma hora resolvi não criar uma discussão e me despedi desse rapaz e da minha prima”, desabafou o jovem.

Na calçada e com as mãos erguidas, o jovem disse que estava tudo bem e que iria embora. Entretanto, o motorista não o deixou terminar de falar e já começou a agressão por meio de socos, principalmente na região do rosto. “O rapaz e minha prima desceram pra me socorrer, o motorista entrou na lotação e foi embora”, contou.

De acordo com o relato, os três foram juntos para a delegacia, mas o jovem foi orientado a procurar primeiro um hospital. “Na delegacia, foram muito solícitos, nos levaram até o Hospital Santa Marcelina”, afirmou.

Depois de ser atendido, o ator registrou o boletim de ocorrência, que foi configurado como lesão corporal. Para o G1, o advogado de Marcello explicou que o crime não foi registrado como homofobia, pois, segundo o delegado, não houve uma frase que enquadrasse a ocorrência nesse crime.

Em nota, a responsável pelo transporte público de São Paulo, SPTrans, declarou que “já encaminhou o caso à empresa que opera a linha para que identifique o motorista e tome as providências cabíveis em relação a seu funcionário”.

“Como gestora do sistema de transporte público, a SPTrans realiza junto às empresas operadoras o programa Viagem Segura, com treinamentos que incluem itens como condução segura, respeito aos passageiros, idosos e pessoas com mobilidade reduzida além de conduta durante casos de abuso. Em 2018, o programa treinou 62.739 trabalhadores entre motoristas, cobradores e fiscais”.

Confira o relato da vítima na íntegra.

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