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"Veja Making a Murderer, nova série documental do Netflix, e fique imediatamente viciada", aconselha nossa editora, Luara Calvi Anic (contém um inofensivo spoiler, apenas para dar vontade de assistir já!)

Desde o começo do ano, um dos assuntos mais falados aqui na redação de CLAUDIA, e na internet, é a série documental Making a Murderer, exibida pelo Netflix desde o final de 2015. O documentário de dez capítulos relata a história de Steven Avery, um sujeito simples, que trabalha no ferro velho de sua família e acaba preso por 18 anos, acusado de estupro. O mais assustador é que ele permaneceu atrás das grades por todo esse tempo por engano! Steven não cometeu esse crime. E só foi solto porque um teste de DNA comprovou sua inocência.

Filmado durante uma década pelas diretoras Moira Demos e Laura Ricciardi o documentário traz uma vastidão de imagens, entrevistas e áudios impressionantes. Fica claro que a prisão de Steven foi arranjada pela polícia do condado de Manitowoc, onde ele vivia com sua família. O xerife local e sua trupe viam os Avery como um bando de desajustados. É devastador ver seus familiares, e especialmente a mãe, de mãos atadas enquanto o filho inocente permanece preso. De tão envolvente, em muitos episódios o documentário parece uma ótima ficção. Reconhecemos ali personagens que já topamos em um filme do Tarantino, dos Irmãos Coen. 

E a história só piora (ou melhora?). Algum tempo depois de sair da prisão, quando a justiça investiga os responsáveis pelo erro, Steve é acusado do assassinato de uma fotógrafa. Ela esteve em seu ferro velho antes de ser morta. Nesse momento, Making a Murderer fica ainda mais viciante. A ótima edição transforma a vida real em um tremendo suspense – dos mais tristes. Em determinado momento acreditamos que os anos da prisão fizeram de Avery um assassino. Mas uma série de provas podem ter sido implantadas justamente para incriminá-lo e safar os envolvidos em sua condenação anterior. Seja ele culpado ou inocente, fica evidente que a investigação do crime foi incompleta e tendenciosa. 

Making a Murderer é a série mais viciante que assisti nos últimos tempos. Prepare-se para ficar monotemática.

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