Professor é afastado após denúncias de assédio em sala de aula

As alunas chegaram a fazer um protesto no pátio da escola expondo os relatos das vítimas

Um professor do Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), de Taguatinga, no Distrito Federal, foi afastado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), após denúncias de assédio sexual dentro de sala de aula. Alunas da unidade pública de ensino organizaram um protesto contra os abusos nesta terça-feira (10).

Segundo relatos das estudantes, o professor “dirigia olhares maliciosos” e fazia “comentários maldosos” a jovens de 17 e 19 anos. Uma das vítimas diz ter sido chamada de “delícia” pelo docente.

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A manifestação foi feita no pátio do centro de ensino, onde as adolescentes distribuíram livros com denúncias das estudantes supostamente assediadas pelo professor – foram expostos cinco casos de assédio. Os protestos pediam a saída efetiva do professor, enquanto bradavam: “Assédio aqui não!”

De acordo com o jornal Metrópoles, o livro continha denúncias de uma estudante, de 17 anos, que relata que o educador teria elogiado sua coxa. “Me viu de calça rasgada e disse na frente da turma inteira que tenho um coxão, além das piadinhas que jogava para cima de mim, falando sobre namoro, me chamando de linda. Me disseram que quando eu virava as costas, ele olhava para a minha bunda”, escreveu no documento.

Livro feito pelas estudantes do Cemab traz relatos das vítimas de assédio sexual por parte de professor Livro feito pelas estudantes do Cemab traz relatos das vítimas de assédio sexual por parte de professor

Livro feito pelas estudantes do Cemab traz relatos das vítimas de assédio sexual por parte de professor (Metrópoles/Reprodução)

Outra jovem contou também que ele tentava tocá-la. “Ficava tentando alisar minha mão. Isso é algo que me deixa muito sem graça, sem saber reagir”, disse.

A Secretaria de Educação do DF informou, também ao Metrópoles, que a Coordenação Regional de Taguatinga está investigando as acusações e pontuou que a escola afastou preventivamente o professor na sexta-feira (6). O suspeito deve ficar afastado da instituição até que o caso seja apurado.

Além disso, a Secretaria afirma que o Cemab “tem desenvolvido diversos debates com os estudantes com palestras, discussões em sala de aula e outras atividades sobre assédio moral e sexual”.

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