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Asilo oferece moradia a jovens em troca de cuidados com idosos

A Humanitas Deventer, uma companhia holandesa responsável pela prestação de serviços sociais pôs em prática uma ideia brilhante: o modelo consiste em permitir que universitários, que estejam tentando diminuir seus gastos, passem a morar nas casas de repouso sob a condição de dedicarem 30 horas por mês cuidando dos 160 idosos residentes

Por Débora Stevaux (colaboradora) - Atualizado em 28 out 2016, 11h04 - Publicado em 9 Maio 2016, 13h27

Somente no Brasil, 83 mil idosos moram em asilos públicos ou privados, segundo levantamento realizado no ano de 2011 pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Mas para além dos números, o que está implícito nesta triste estatística é o abandono dessas pessoas que, na maioria das vezes, não recebem visitas familiares há anos. 

Divulgação/Humanitas Deventer
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Na tentativa de mudar, pelo menos um pouco, este cenário angustiante, a Humanitas Deventer, uma companhia holandesa responsável pela prestação de serviços sociais pôs em prática uma ideia brilhante: o modelo consiste em permitir que estudantes, que estejam tentando diminuir seus gastos, passem a morar nos asilos sob a condição de dedicarem 30 horas por mês cuidando dos 160 residentes.

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Divulgação/Humanitas Deventer
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As funções as quais os voluntários podem desempenhar variam desde o auxílio na preparação das refeições, levar os idosos às compras, e ministrar pequenas oficinas de informática. O CEO Gea Sijpkes está à frente do projeto que além de unir o útil ao agradável, utiliza o poder transformador do afeto como uma medida quase homeopática e traça um vínculo entre os jovens e os idosos tão poderoso, que é capaz de deixá-los a par do que acontece lá fora: “É importante não isolar os idosos do mundo exterior”, declarou Gea. Organizações sem fins lucrativos europeias se inspiraram no programa para desenvolverem um padrão semelhante. 

Divulgação/Humanitas Deventer
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