Após 7 anos separadas, mãe reecontra filha sequestrada pelo pai

O encontro aconteceu no Líbano, país em que Gabriella Boutros, 13 anos, mora atualmente

A brasileira Claudia Dias de Carvalho Boutros, 39 anos, conseguiu reencontrar a filha após sete anos separada da menina nesta quinta-feira (28). O encontro aconteceu no Líbano, país em que Gabriella Boutros, 13 anos, mora atualmente.

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Em 12 de março 2010, Gabriella foi sequestrada pelo pai, o empresário Pedro Boutros, 49 anos. O libanês compartilhava a guarda da menina com Claudia, após a separação, mas embarcou com a garota para seu país de origem sem autorização da mãe – ato proibido pela legislação – e com documentos falsos.

Na ocasião, Pedro havia combinado com Claudia em passar um final de semana simples com a filha. “Eu a entreguei aqui na casa da minha mãe mesmo. Fui entregá-la pra ele, e… ela me deu um último beijo, né?! E eu dei um beijo nela. Falei: ‘filha, a mamãe te ama. Depois você já tá com a mamãe. Qualquer coisa liga pra mamãe’”, lembra a brasileira em entrevista ao G1.

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Mas, em vez de devolver a menina à mãe após o encontro, Pedro viajou com ela até Foz do Iguaçu (PR), entrou no Paraguai e pegou um avião até a Argentina. Do país portenho, ambos embarcaram para o Líbano.

Diante do sumiço dos dois, Claudia procurou a Polícia Civil. “A primeira coisa que veio na minha cabeça é que tivesse havido uma tragédia na estrada. Só que foram se passando os dias, e nada. Sem ligação, sem informações (…).”

A Interpol foi, então, acionada e o paradeiro do empresário e de Gabriela descoberto. “E eu levei três meses pra saber que ela estava no Líbano. E ele levou três dias pra sair daqui do Brasil. E eu ficava indignada porque os documentos da Gabriella, passaporte da Gabriella, tudo tava comigo.”

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Em 2012, a Justiça brasileira concedeu a guarda definitiva de Gabriela à Claudia e em outubro deste ano, após luta judicial, a Justiça do Líbano também concedeu este direito à mãe – além de permitir que a filha fosse repatriada pela brasileira.

Quanto a Pedro, o libanês permanece em seu país natal. Se sair do Líbano, o empresário corre o risco de responder por sequestro internacional de crianças.

 

 

 

 

 

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