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Após João de Deus, outro guru religioso é acusado de abuso sexual

As violências aconteciam durante cerimônias tântricas, dizem as mulheres

Por Da Redação Atualizado em 24 jan 2019, 16h50 - Publicado em 24 jan 2019, 16h48

Diógenes Mira, mais conhecido como Ananda Joy, é um guru religioso de 39 anos. Ele foi acusado de abuso sexual e estupro d procuraram o guru para superar “bloqueios” e “atrasos espirituais”.

Ao jornal O Globo, quatro mulheres deram depoimentos sobre os abusos. Elas procuraram o guru para superar “bloqueios” e “atrasos espirituais”. Cerca de 10 pessoas moravam com Ananda na casa em Piracicaba, com rotação de integrantes.

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Segundo o jornal, durante as sessões de “iniciação tântrica”, Ananda administrava o chá ayahuasca (ou Santo Daime), além de outras drogas alucinógenas, como maconha, ecstasy e MDMA.

Ainda à reportagem, as mulheres alegaram que, por diversas vezes, se sentiram coagidas a ter relações sexuais com Ananda e outras pessoas do grupo religioso. Segundo elas, Diógenes abusava de uma dinâmica hierárquica dentro da comunidade, a qual lhe configurava uma posição superior aos demais integrantes.

Em sessões fechadas (individuais ou com até 10 pessoas), Ananda usava um discurso para “convencer” suas vítimas. O pretexto usado pelo guru era de que tais relações faziam parte de um maior desenvolvimento espiritual para o “rompimento de bloqueios” e de “moralismos”.

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Nessas sessões fechadas, diferentes das abertas (que atendiam a cerca de 40 pessoas por vez), as mulheres se sentiam coagidas a participar de práticas sexuais com as quais deixavam claro que não concordavam. Sob efeito de substâncias químicas ou não, todas dizem ter expressado verbalmente que não estavam consentindo com o ato.

Ainda na reportagem, especialistas afirmaram que, com o uso das drogas sintéticas, a capacidade de compreensão e de resistência das vítimas estava comprometida. Nesse caso, as circunstâncias configuram estupro de vulnerável ou estupro mediante fraude.

E não era apenas o discernimento das vítimas que as drogas afetavam. Segundo elas, dependendo da condição de Ananda, ele reagia de duas formas diferentes quando elas negavam as relações sexuais.

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Se estivesse sob influência das substâncias, o guru iniciava um discurso espiritual, defendendo que elas apenas estavam se sentindo desconfortáveis por culpa dos “bloqueios”. Agora, se estivesse sóbrio, fora das cerimônias, ele usava a força física, impedindo a reação das vítimas.

Por enquanto, três mulheres já apresentaram denúncias ao Ministério Público de São Paulo. O órgão deve ouvi-las na próxima semana e, em seguida, pedir que Ananda Joy apresente sua defesa. O acusado nega todas as acusações.

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