Ação de milícias é principal hipótese para morte de Marielle, diz ministro

Um mês após assassinato de vereadora e de motorista no Rio de Janeiro, ninguém foi preso

O ministro Raul Jungmann, do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, afirmou nesta segunda-feira (16), em entrevista à rádio CBN, que a atuação de milícias é a principal hipótese para explicar os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime completou um mês no último sábado (14).

Segundo Jungmann, a Polícia Civil do Rio, que trabalha no caso com oito equipes, iniciou as investigações considerando várias possibilidades, mas acabou chegando a uma principal suspeita.

Até esta segunda (16), ninguém foi preso ou identificado como mandante ou executor das mortes. A vereadora foi atingida por quatro tiros na cabeça, e Anderson, que dirigia o carro, por pelo menos três disparos nas costas. No veículo também estava uma assessora, que deixou o Rio de Janeiro por medo de represália.

Marielle, quinta vereadora mais votada do Rio em 2016, era ativista do movimento negro, defensora de minorias sociais e crítica da violência policial no Rio. Desde fevereiro,  atuava como relatora de comissão da Câmara dos Vereadores criada para fiscalizar a intervenção federal no Rio.

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