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“A Incrível História de Adaline”: Blake Lively estreia filme em que nunca envelhece

A americana estreia seu novo filme sobre uma mulher que nunca envelhece

Por Mariane Morisawa (colaboradora) Atualizado em 4 nov 2016, 06h22 - Publicado em 19 Maio 2015, 14h34

Blake Lively deu um tempo na carreira de atriz depois do fim do seriado Gossip Girls, em 2012, em que fazia a glamourosa Serena van der Woodsen. Desde então, a atriz fundou o site Preserve, que vende produtos artesanais garimpados a dedo e, em dezembro passado, teve uma filha com o ator Ryan Reynolds, seu marido. A californiana de 27 anos volta às telas agora com A Incrível História de Adaline, dirigido por Lee Toland Krieger, em que interpreta uma mulher nascida em 1908 que para de envelhecer com 29 anos e atravessa quase um século com a mesma aparência. Blake conversou com CLAUDIA em um intervalo dos cuidados com a bebê James, que dormia no quarto ao lado, em um hotel de Beverly Hills.

Não envelhecer é uma obsessão de nossa sociedade. Mas no filme sua personagem sofre por isso. Gostaria de permanecer sempre jovem?

Só se pudesse levar todas as pessoas amadas para essa terra mágica da imortalidade. Seria horrível se não fosse assim. O prazer da vida está nas experiências positivas que você compartilha com quem ama. Antes de ter meu marido e minha filha, viajava sozinha. Uma vez fui para o sul da França para aprender – mal – o francês. Escrevia um diário todos os dias para poder dividir um pouco da minha experiência depois.

A ideia de estar sozinha para sempre é a pior coisa que posso imaginar.

Quais são os desafios de ser mulher hoje em dia?

Para começar, a igualdade de gêneros. Ser mulher nos Estados Unidos é melhor do que em muitos outros países, mas é um pouco triste para mim que a candidatura de Hillary Clinton à Presidência seja considerada um “grande avanço”. O que faz as pessoas pensarem que as mulheres podem dirigir companhias, comandar famílias e cuidar da própria vida, mas não liderar um país? Apesar dos progressos, ainda há um longo caminho a percorrer.

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Você acha que as mulheres em geral precisam se impor mais para ser levadas a sério?

Acredito que tem a ver com sua atitude, com mentalidade. Se não se considera merecedora de estar ali ou pensa que não deve ser levada a sério, isso acaba transparecendo. Claro que todo mundo tem inseguranças, os homens inclusive. Mas os limites maiores são criados por você mesma.

No filme, percebemos a passagem do tempo especialmente pela moda, que vai mudando ao longo das décadas. O que é importante para uma mulher ser elegante no dia a dia?

Respeitar-se, honrar-se e ser verdadeira consigo mesma. Como você quer se apresentar ao mundo? Se é alguém que preza o conforto sem se arrumar demais, tudo bem, desde que seja por vontade própria. A moda é uma forma muito bacana de se autoexpressar. É bom estar confortável usando saltos altos, mas também com roupa de ginástica se quiser estar à vontade naquele dia. O problema é que, sendo uma pessoa pública, se eu sair assim na rua, vão dizer que me larguei depois de ter o bebê (risos).

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