A dura situação das crianças na guerra da Síria

O menino sujo de poeira e sangue, que comoveu o mundo nesta quarta-feira (17), é mais uma vítima da guerra que se alastra por cinco anos.

O mundo ficou em choque com a foto do garoto de cinco anos resgatado sob escombros de um prédio em Aleppo, no norte da Síria, após bombardeio aéreo na quarta-feira (17). Na imagem, Omran Daqneesh aparece em estado de choque, sujo de sangue e poeira, enquanto aguarda atendimento médico dentro da ambulância. Ele é mais uma das crianças vítimas da guerra que já se alastra por cinco anos. 

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A cena faz parte de um vídeo, divulgado pelo grupo opositor sírio Aleppo Media Center (AMC), que mostra cenas do resgate. Em meio a gritarias e som de marretas, o pequeno Omran parece não entender bem o que está acontecendo, enquanto tenta limpar o seu olho sujo de sangue em vão. Veja:

Segundo o responsável pelas imagens, identificado pela agência Associated Press como Mahmoud Raslan, o garoto foi resgatado junto com seus pais e seus três irmãos, todos vivos. Os nomes dos familiares não foram divulgados. 

Outra criança síria que também ficou conhecida no mundo todo por causa de uma trágica imagem teve ainda menos sorte que Omran. Quem não se lembra do corpo sem vida do garoto sírio Alan Kurdi, de apenas três anos, fotografado na beira do Mar Mediterrâneo, em setembro de 2015? Ele e sua família tentavam chegar a Europa a fim de, em breve, se refugiar no Canadá para fugir da guerra e o bote em que eles estavam acabou virando.

Nilüfer Demir Nilüfer Demir

Nilüfer Demir (/)

Omran Daqneesh e Alan Kurdi são apenas duas das milhares de crianças que têm suas vidas afetadas pela guerra na Síria. Só no atentado aéreo a Aleppo de quarta-feira, cinco crianças morreram entre as 25 pessoas que tiveram suas vidas interrompidas após o ataque.

Segundo o portal G1, a comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que investiga os crimes praticados em mais de cinco anos de guerra na Síria acredita que cerca de 100 mil crianças de Aleppo podem ser as próximas vítimas da estratégia “render-se ou morrer”, empregada no confronto entre governo e rebeldes pelo controle da cidade. E Aleppo é só uma pequena parte do país. 

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